sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dani no astral



Quando eu canso de procurar respostas apenas no que posso tocar, eu olho para as estrelas.
Faço a introdução para contar que estou fazendo um curso de astrologia. Na primeira aula, o professor perguntou o motivo que teria me levado até lá:
Disse: Para conviver melhor comigo e com os outros. Autoconhecimento.
Junto comigo na sala está uma moça, na faixa dos 50 anos. Ela já está mais adiantada no assunto, mas é bastante generosa para admitir.
Por enquanto estamos viajando pelos elementos: terra, água, ar e fogo. Pode crer que é mais complexo do que você imagina. Tudo é, aliás!
Antes de continuar, eu peço que se você é daqueles que sente coceiras pelo corpo todo e palpitações só de pensar nesse assunto, seja bonzinho comigo.
Lembra que tem gente para tudo. Dê um desconto. Ou pare de ler nesse parágrafo porque vai piorar.
A primeira vez que fui confrontada nesse assunto, foi um choque. Nunca antes havia imaginado que falar sobre os mistérios do céu poderia causar tamanho desconforto e até medo.
Eu estava na companhia do meu filho, na época com 5 anos, me debrucei na janela e fiquei olhando o céu que estava especialmente apinhado de estrelas.
Aos pouquinhos eu fui mostrando as “Três Marias”, contei sobre as fases da lua e seu nobre hóspede, um cavaleiro misterioso.
Quando vi uma luz intensa piscando no céu, para aguçar a curiosidade dele, falei: - Olha lá, será que é uma nave espacial?
Efeito contrário. Os olhinhos dele começaram a brilhar, mas de lágrimas. Ficou apavorado. Pediu para fechar a janela. Perguntou se a tal nave estaria vindo para levá-lo embora.
Para acalmá-lo e me desculpar pela falta de jeito, eu imediatamente tentei convencê-lo de que tudo não passava de uma brincadeira, mas talvez tenha sido tarde.
 Não tocamos mais no assunto, desde então. Mas, às vezes fico pensando se a tal nave ainda faz parte dos seus pesadelos. Só o tempo dirá.
Depois dessa experiência, nunca mais tentei convencer ninguém a ver algo que eu não possa compreender ou explicar.
Mas, confesso que nunca deixei de olhar as estrelas, procurar os planetas e algum brilho que possa revelar uma nave espacial.
Sou uma sonhadora,  fiz parte do grupo de crianças que lotou os cinemas para se emocionar com o filme: ET, o extraterrestre. Fazer o quê?
Como falei tem gente para tudo. Até para sonhar.
Quando olho para as estrelas eu gosto de imaginar que existe uma ordem no mundo. E que de alguma maneira estamos todos participando de uma grande jornada.
Nesses momentos eu sinto que faço parte de algo muito maior e que não existe uma separação entre os mundos vegetal, mineral e animal. Somos todos UM.
Ainda me intriga o fato de existir tanto espaço vazio e reflito se é para caber todos os nossos pensamentos.
E nas noites de lua cheia, eu devaneio: Será que os melhores pensamentos são captados pelas estrelas mais brilhantes?
Se a minha viagem pelas estrelas te deixou com vertigem, desculpe. Coloque na conta do final de semana.