sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Era uma caixa muito engraçada...

Continuando pelas bandas do Iraque... o inglês Leonard Woolley não conseguia resistir ao fascínio pelo Cemitério Real de Ur. Ele mexeu, mexeu até que descobriu uma coisa incrível, uma caixinha feita de madeira e decorada com várias imagens feitas com conchas, calcário vermelho e lápis- lazúli.
E onde encontrou essa caixa? No ombro dos restos mortais de um homem que ele supôs se tratar de um carregador de estandarte.
Por isso, a caixinha passou a ser chamada de “Estandarte de Ur”. Muitos séculos se passaram até que descobriram que a caixa na verdade servia para guardar um antigo instrumento musical de cordas.
Mas, como nem o estandarte e muito menos o instrumento apareceram para virar notícia, vamos nos ater a caixa.
O que tem essa caixa? Na parte externa tem alguns desenhos divididos em três faixas horizontais, com cenas de pessoas e animais.
O que é possível perceber é que na arte suméria quanto maior o tamanho do personagem maior é sua importância. No desenho da caixa, por exemplo, o rei é representado como uma pessoa de tamanha grandeza que, mesmo sentado, “atravessa o teto”.
Outra coisa interessante é perceber a técnica que usavam para dar movimento às imagens, eles alternavam o modo de andar dos personagens, Alguns parecem vir da esquerda e outros da direita ao encontro de sua majestade, o rei.
Depois são os burros que aparecem andando, depois trotando e, por fim, correndo a galope, como percebemos isso? Pela altura das patas que se afastam cada vez mais do chão.
Um lado da caixa representa a Guerra, com animais passando por cima de cadáveres, o outro lado representa a Paz, com o rei e a nobreza usando trajes rituais, umas saias compridas com franjas, enquanto celebram num banquete.
Conclusão: a turma era cruel, mas sabia como relaxar.