domingo, 18 de dezembro de 2011

Em busca do corpo ideal

"Lançador de discos, grego, em bronze"

Quando ouço falar na arte grega logo me vem à cabeça a imagem da escultura de homem totalmente pelado, sem roupas.

De onde vem essa obsessão pela nudez?
Quem (como eu) pensa se tratar de algum culto secreto à sexualidade está enganado.
Os gregos eram obcecados, mas pela idéia de equilíbrio e harmonia. Eles reverenciavam a proporção matemática, a racionalidade e a ordem.
O escultor Policleto, há 415 anos antes de Cristo, já tinha criado um sistema de cálculo das proporções humanas que alcançou esse ideal clássico.
A obra mais famosa por representar esse ideal foi “O lançador de Discos”, criada por Miron.
De onde veio à inspiração para essa obra?
Eu não sabia, mas na antiguidade os lançadores de disco se exibiam nus, o que permitia que os artistas retratassem os músculos flexionados.
O físico dos lançadores de discos era admirado porque nenhum músculo se desenvolvia mais do que os outros. Sempre a racional busca pela simetria...
A escultura original era feita de bronze, considerado pelos gregos um material superior ao mármore por permitir a criação de posições mais dinâmicas e detalhes mais realistas.
Além disso, as esculturas de bronze eram menos pesadas e mais fáceis de serem transportadas.

"Cópia romana, em mármore, modificada"

A maior parte das antigas esculturas em bronze, inclusive “O lançador de Discos”, se perdeu ou foi fundida para originar novas esculturas ou se transformar em armas nas guerras.

Por isso, as cópias romanas, em mármore, são com freqüência a única evidência visual das esculturas gregas.
Outra obra grega bastante reverenciada foi à escultura de Praxiteles, que apresentou Afrodite nua. Na versão romana, criada um século mais tarde, ela ganhou o nome de “Vênus de Milo”. Hoje partes dessa estátua foram perdidas e ela exibe furos onde talvez houvesse jóias.
Não há como negar que os gregos sabiam como impressionar. Lembra do Partenon, todo feito em mármore?

Partenon - Homenagem a deusa Atena
 
O templo, apesar de parcialmente destruído, é de uma beleza de tirar o fôlego.

O monumento é dedicado a Atena, a deusa protetora da cidade. Suas esculturas e um friso contínuo são alguns dos melhores exemplos do estilo clássico.

Fragmentos do friso estão dispersos por toda a Europa. Acredita-se que a obra represente o Festival Panateneias, o mais importante de Atenas, realizado a cada 4 anos e que era visto por todos, menos pelos escravos.

A complexa composição, com homens montados, carruagens divindades, contém cerca de 378 personagens e 245 animais. O entalhe é de uma complexidade... perfeito!