terça-feira, 27 de março de 2012

O homem é o centro de tudo

O homem vitruviano - O homem e as realizações da humanidade no centro de todas as coisas. Essa visão é exemplificada pelos desenhos e estudos anatômicos de Leonardo da Vinci, principalmente nessa obra, “O homem vitruviano”, que retrata o homem em duas poses sobrepostas, com os braços e as pernas abertas, e contido ao mesmo tempo dentro de um círculo e um quadrado.


E, no fim do século XV, Florença deixa de ser a capital das artes e quem ocupa esse lugar é a cidade de Roma.
Aí você pode perguntar, porque isso aconteceu?
A guerra sempre é a guerra.
Dessa vez, foi o rei Carlos VIII da França, o Afável (Não é ironia, ele realmente era conhecido dessa forma) que invadiu Florença e colocou a família Médici, que governava a cidade, para correr.
Para piorar o clima, os estrangeiros tinham uma mania pouco apreciada de queimar pessoas em praça pública, principalmente aquelas que tinham o maldito hábito de pensar.
Mas, porque logo Roma se essa cidade também tinha uma ligação perigosa com fogo? Ou alguém já esqueceu Nero, o fogueteiro mais famoso da história?
Bem, os tempos são outros. Nessa época, a corte papal havia retornado para Roma e estava disposta a restaurar as antigas estruturas da cidade para fazer dela novamente um centro adequado ao mundo cristão.
Herança cristã e o passado clássico romano eram dois atrativos irresistíveis para os artistas e estudiosos de toda a Itália e Europa. Sem contar que os papas eram grandes consumidores de obras de arte.
Muitos artistas viajaram para a cidade eterna. Entre eles, Bramante, Michelangelo, Rafael. Como diz o ditado: “Todos os caminhos levam a Roma” e pra lá vamos nós.

Em 1502, Bramante construiu um oratório no lugar exato onde se acreditava que tivesse ocorrido o martírio do apóstolo Pedro. O circular Tempietto (pequeno templo) possui proporções equilibradas, que se baseiam totalmente na escala humana.
Todos eles compartilhavam da filosofia que colocava o homem e as realizações da humanidade no centro de todas as coisas.
Novas ruas e bairros surgiram na cidade, igrejas foram construídas e decoradas, entre elas, a Capela Sistina e Basílica de São Pedro. Aqui surgiu a Alta Renascença.

Basílica de São Pedro – Mais tarde o padre Júlio II contratou Bramante para projetar uma igreja de São Pedro nova e maior. O projeto combina duas figuras geométricas: a cruz grega e o quadrado, numa harmonia tão perfeita e ordeira quanto o círculo e o quadrado de Leonardo da Vinci.