segunda-feira, 2 de abril de 2012

Gravuras: um novo amor



Essas gravuras eu herdei da minha sogra, pelo recorte delicado do papel, eu acredito que tenham sido compradas durante uma viagem a China. Devido ao tempo e a forma como estavam guardadas consegui recuperar 4, de um conjunto de 6. Mas, já estou bem feliz.

Não é novidade que adoro enfeitar a minha casa. Coloco nela tudo o que eu gosto, não importa o estilo, se é moderno ou rústico demais.
Na hora de arrumar o truque é agrupar as peças de uma forma harmônica.Após a morte da minha sogra, eu herdei muitas gravuras e também o gosto por coleciona-las.
Eu percebi que, ao contrário dos quadros que são difíceis de transportar, as gravuras cabem em qualquer lugar. É uma ótima recordação de viagem, por exemplo.


Gravuras que herdei da minha sogra.




Desde então, eu continuo a coleção da minha sogra. Na verdade acho que ela fez a parte mais difícil, pois já trouxe gravuras do outro lado do mundo, do Japão e da China, também da França.

NY - As gravuras maiores receberam molduras vermelhas e as menores brancas. Em breve, enfeitarão uma parede de tijolo de demolição que tenho na sala de estar. Adoro a mistura do moderno e o antigo.  
Na viagem que fiz para os Estados Unidos eu comprei algumas gravuras no MOMA (Museu de Arte Moderna), em Nova York.  Foi uma noite romântica. As crianças ficaram no hotel com a minha mãe, eu e o meu marido andamos até o museu, de braços dados sob a neve. A escolha dos desenhos tem muito a ver com esse momento.
Essas aí vão para o meu escritório para eu não esquecer que EU TENHO UM SONHO
Em Washington, na visita ao Museu de História Americana, eu comprei alguma s gravuras sobre a Guerra Civil, eu tinha acabado de visitar o Lincoln Memorial, aonde Martin Luther King fez o famoso discurso “Eu tenho um sonho”, estava indo para o sul, enfim estava no clima.
Por fim, chegamos a Savannah, que preserva a maioria das casas construídas antes da Guerra Civil. É a outra face dos Estados Unidos, bem diferente das cores neon que pintam as cidades de Miami e Orlando. Aqui eu conheci o berço da tradição americana, coisa que só tinha visto em filmes antigos. Não resisti. Comprei uma série de cartões postais e mandei emoldura-los.

No total são seis cartões postais. Ficaram lindos e delicados. Atrás do quadro, foi possível deixar a referência da imagem, o nome da casa, o ano em que foi construída.
Foi muito divertido escolher as molduras que combinassem melhor com os desenhos. Nessa hora considerei dois fatores: a moldura não pode aparecer mais do que a obra e precisa combinar entre si de alguma forma.
Gostei tanto dessa gravura que comprei duas. A obra é de Marc Chagall e, na minha opinião, conta a história do beijo que faz tirar os pés do chão, kkk. Ainda não pendurei esses quadros, coloque aí só para fotografar.
Combinar entre si é importante, pois como sou mutante, a minha casa tem muitas caras durante um ano. Coloco quadros, alguns meses depois eu tiro e depois misturo tudo. Tem dia que canso, guardo tudo em um armário ou dou para a família, aonde sei que serão cuidados e protegidos.
Eu fiz isso com uma coleção de quadros de pintura a óleo, que mostrava paisagem e flores. Quando sinto vontade de pegar tudo de volta, eu penso estão tornando a vida das pessoas que eu amo mais bonitas. É um bom pensamento.
Antes de pendurar um quadro na parede, eu faço os moldes com papel jornal, grudo com durex nas paredes para verificar as distâncias entre eles e a harmonia do conjunto. Essa é uma dica legal, ajuda a visualizar o resultado.



Adoro esse quadro da fase dourada de Gustav Klimt, “O Beijo”. Existem inúmeras interpretações, mas para mim é muito doce. Comprei essa gravura no MOMA (NY)


O meu marido até comprou um equipamento especial só para pendurar quadros. Ele é engenheiro, o que poderia esperar?
Nas vezes em que tentei fazer tudo sozinha, fiquei ouvindo por vários dias que estava tudo torto. Agora combinamos: eu fico com a parte legal, ele fica com a parte de furar a parede. Cada um faz o que gosta e o resultado tem sido ótimo.
Já me perguntaram aonde vou pendurar tantos quadros, outros em tom de brincadeira que precisarei construir uma parede para todos eles. Mas, não estou preocupada com isso. Não quero apressar esse momento.
A casa vai dizer aonde precisa de um toque especial. Eu só preciso estar atenta quando isso acontecer.