segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O amor está no ar


Depois das metáforas pesadas e das histórias tensas do barroco, vamos respirar o ar leve dessa manhã, sonhando com uma semana doce e amorosa.

Vamos então “rococozar”?

Mas, o que significa isso. Bem, eu acabei de inventar essa palavra. Como inventora, eu ganhei o direito de também sugerir o seu significado.
“Rococozar” significa flutuar sem compromisso por alamedas verdes, suspirar pelo amor delicado, valsar no campo e nos magníficos salões de bailes dos castelos.
Uma mistura irresistível de elegância, charme, graça e erotismo divertido que é encontrado nas obras de arte em estilo rococó. 


Pinturas de jovens em balanços eram comuns no estilo rococó. O balanço representa a inconstância e é o meio ideal para se retratar a infidelidade marital. O marido parece controlá-lo com duas cordas. Repare no sapato rosa que sai voando pelo ar, ele resume bem a atmosfera de flerte da tela. A amante também levanta a saia para que o amante possa ver suas pernas. Obra de Jean- Honoré Fragonard.


Pinturas de jovens em balanços eram comuns no estilo rococó. O balanço representa a inconstância e é o meio ideal para se retratar a infidelidade marital. O marido parece controlá-lo com duas cordas. Repare no sapato rosa que sai voando pelo ar, ele resume bem a atmosfera de flerte da tela. A amante também levanta a saia para que o amante possa ver suas pernas. Obra de Jean- Honoré Fragonard.  





A palavra rococó é uma fusão bem humorada de “rocaille”, um estilo extravagante de enfeites com pedras usados em fontes, e “barroco”, palavra italiana que deu origem ao barroco. 

Para os artistas dessa época, o estilo representa a degradação óbvia e cômica do barroco. Os personagens dessas obras aparecem com vestimenta exagerada, ou então aparece um quê de fantasia no acontecimento.


 Obra de François Boucher, que fez sucesso pintando cenas nos quais os pastores podem ignorar o trabalho e se divertir com suas namoradas em campos ensolarados.





A falta de um conteúdo sério era uma das principais críticas feitas contra a arte rococó, o que era inevitável já que as obras tinham um estilo decorativo. Uma grande apreciadora dessa arte foi Madame de Pompadour, a cortesã francesa que foi amante do Rei Luís XV de França.




Esse quadro “Peregrinação à ilha de Citera”, de Jean- Antoine Watteau, retrata um grupo de jovens em viagem a ilha associada à Afrodite, a deusa do amor, fez tanto sucesso que um ano depois o artista pintou uma segunda versão.