sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Opa, hora de cair na real!


Dizem que tudo o que é bom dura o tempo suficiente para se tornar inesquecível, será?
Certo ou não, aqui nos despedimos da fantasia, das frivolidades para reviver novamente o espírito das grandes civilizações gregas e romanas.
Esse impulso ficou conhecido como Neoclassicismo.


Uma das obras mais famosas desse período é “A morte de Sócrates”, de Jacques- Louis David, o tema heróico e s formas clássicas são típicos do neoclassicismo. A cena mostra Sócrates na prisão, sendo visitado pelos discípulos pouco antes de tomar o veneno.
Repare como ele segura casualmente o copo de cicuta, como se estivesse bem relaxado, e parece falante. Mas, o que ele dizia? Sócrates passou suas últimas horas debatendo sobre a imortalidade da alma. Ele levanta o dedo, indicando que há uma esfera de existência mais elevada do que o terreno dos mortais.
O gesto vigoroso de Sócrates contrasta com os personagens desfalecidos que o cercam, apenas um discípulo reage à tragédia com a mesma dignidade do mestre: Platão está sentado imóvel à beira da cama, com olhar afastado da dramaticidade da cena.



Esse estilo não veio de artistas, e sim de pensadores (filósofos) – os porta-vozes do iluminismo na França, liderados por nomes como Diderot e Voltaire, que lutavam contra a frouxidão moral do estilo rococó.
No lugar disso, eles exigiam uma arte que fosse mais racional, moral e intelectualizada e um renascimento da cultura clássica atendia a essas exigências.
Os pensamentos dos filósofos acompanhavam as transformações que estavam ocorrendo na Europa.  
Nesse período, a soterrada cidade de Pompéia foi descoberta, renovando o interesse pela antiguidade clássica, além disso, a Revolução Francesa começa a ganhar força. E tudo que é ligado a monarquia, como o estilo rococó, passa a ser visto com maus olhos.
A principal fonte de inspiração para os artistas vinha das narrativas literárias e históricas.





A Grande Odalisca, de Jean- Auguste-Dominique Ingres, foi encomendada pela rainha Carolina de Nápoles. Originalmente, ela deveria compor com outro nu pintado pelo artista, mas o regime Bonaparte desmoronou, a rainha fugiu do país e o segundo nu, uma pessoa dormindo, foi destruído.
Essa obra não foi aplaudida por todos, em parte porque as distorções do corpo da odalisca, veja as costas estranhamente alongadas, sugeriam uma influência do maneirismo.