quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ressentimento


- Pô, mas você vai jogar tênis de novo?

O que eu estava fazendo?
Reclamando com o meu marido que depois de um dia cansativo de trabalho estava querendo se exercitar.
O que poderia de mal haver nisso?
Nós não tínhamos mais filhos pequenos que precisassem dos cuidados dele e nem qualquer outro compromisso agendado, mesmo assim eu estava lá reclamando com ele por querer praticar um esporte.

- Porque você não vem junto? , ele perguntou.
- Porque você não fica em casa comigo?, eu retruquei.

 Essa conversa durou alguns segundos e, claro, não chegou a lugar algum. Ambos ficamos com as caras amarradas e seguimos para lados opostos. Ele foi jogar tênis e eu fui para o sofá assistir televisão.
Eu admiro o lado esportista do meu marido e para dizer bem a verdade adoro ficar algum tempo sozinha com os meus pensamentos ou jogada em frente a TV.
Mas, naquele dia (e a culpa não era da TPM) eu estava agindo como se um espírito tivesse baixado em mim. Por quê?
Bem, eu acho que essa pergunta está fazendo falta para muitas mulheres que transformam a casa em um território minado.
Porque você está agindo como uma louca ressentida? O que está de fato está incomodando?
No meu caso, eu descobri, estava precisando de carinho.
Já ouvi amigas desiludidas com o marido porque ele saiu para comprar comida e voltou com um frango assado, mesmo sabendo que ela não gosta de aves.
Outra porque foi trabalhar e quando voltou para a casa o marido não tinha ido passear no parque com as crianças, preferiu ficar em casa assistindo TV.
Pensa, será que ela nunca cometeu uma bola fora e comprou uma comida, roupa, usou um perfume que o marido não gostou? Se isso nunca aconteceu, já é tema para outro post.
Ou mesmo nunca sentiu vontade de passar um final de semana deitada na cama só comendo e assistindo TV? Será que é tão terrível assim os filhos perderem um dia de parque?
Eu li uma frase que diz que o ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.
O homem é ótimo em muitas coisas, menos em entender a linguagem subliminar. Uma dica é ver o que está de fato incomodando e falar sobre isso sem rodeios.
Você está com auto- estima baixa, precisa de colo e de carinho; sente que o marido não está sentindo prazer em sua companhia ou não se esforça, como você, para tornar a família mais feliz. Sente que está sobrecarregada, sem tempo para se cuidar ou visitar as amigas?  
Está se sentindo sozinha no casamento?
Se for isso, pelo amor de Dadá, fale criatura. Não perca tempo tentando que ele adivinhe os seus sentimentos porque isso não vai rolar.
Outra dica, homem não sente a mesma culpa que nós. Eles são básico, fazem o que querem e quando querem.
Pare de drama, de querer que ele se sinta mal por você. Faça diferente, não espere que ele mude para você ser feliz. Seja feliz agora porque você quer e merece.