quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Da Paris Medieval a Revolucionária

EUROPA (2012)

França - Paris
 
 


Eu nunca andei tanto na minha vida como neste dia. Não aconselho a fazer isso, a menos que esteja em ótima forma física.



O roteiro começou pelo Boulevard St. Michel em direção a NotreDame, com direito a muitas e especiais paradas.




Uma delas foi em frente a capela da Universidade Sorbone.


 
A capela é dedicada a Santa Úrsula e após a Revolução Francesa (1789- 1799) perdeu sua função original e, atualmente, é utilizada para recepções e exposições

 
A primeira delas foi o Jardim de Luxemburgo (Grátis), que faz parte de um castelo construído no século 17, por Marie de Médici, mãe do rei Luís XIII. A rainha não residiu muito tempo lá porque depois de um conflito com Richelieu teve que ir para o exílio.


 

É maravilhoso, um lugar para suspirar sonhos. Não é exagero. Bom lugar para relaxar, fazer um piquenique, ler jornal. É bom de qualquer jeito.


 
 
Ali tem uma piscina onde as crianças brincam com barcos parisienses, não é que tinha um barco do Brasil? Adorei.
 


Andamos alguns metros e estávamos de frente para a Igreja de St. Sulpice.

 
 

Dizem que quando foi iniciada essa construção, em 1643, a Rainha Anne da Áustria colocou a primeira pedra. A igreja estava meio esquecida, mas voltou a ficar popular após a publicação do livro “Código da Vinci”.


Nesse caminho, chegamos ao Museu de Cluny (8,00 EU), fundado em 1843, instalado em dois edifícios históricos: as Termas Galo-Romanas (séculos I-III d.C.) e a ala residencial dos monges de Cluny (século XV), chamada de Hôtel de Cluny.

 
 


O museu reúne um precioso testemunho da idade média através de tapeçarias, entre elas se destaca a Dama e o Unicórnio, tecidos bordados, vitrais, esculturas, objetos da vida cotidiana e muito mais.


 

 
Poucos passos e, enfim, estamos no coração da Île de la Cité,aonde reina soberana a Igreja de NotreDame, marco da peregrinação medieval desde o século 12. Prepare-se para enfrentar a fila de turistas.

Aproveite para curtir a sensação de estar no quilômetro zero de Paris, ponto do qual são calculadas as distâncias da capital e para admirar os e portais da fachada da igreja: um dedicado a Virgem Maria (à esquerda), O Juízo Final (ao centro) e à Santa Ana, mãe de Maria (à direita).


No interior, conforme você caminha é como se estivesse se transportando para outra época. O ponto alto é sem dúvida o conjunto de vitrais que forma as rosáceas, de 12 metros de diâmetro em cada parede lateral.
 

No centro, a história de Jesus é representada em alto relevo esculpido em madeira.
Enquanto eu caminhava por ali, lembrava as cenas do filme o Corcunda de NotreDame, adaptado do livro de Vitor Hugo.
 
 
Pensava... Nesse cenário vive Quasimodo, surdo, corcunda e feio,o sineiro da catedral de NotreDame. Ele é apaixonando pela belíssima cigana Esmeralda...
Nesse cenário é fácil se deixar levar!
 

Ainda na Île, onde os reis da França estabeleceram seu primeiro palácio real, hoje se ergue o Palácio da Justiçae a Santa Capela (8,50 EU), considerada uma jóia da arte gótica, magnífica igreja de vitrais.


 
Ela foi construída no século XIII por Luís IX (São Luís) para receber as relíquias de Cristo, entre elas a coroa de espinhos de Cristo, obtidas do imperador latino de Constantinopla, Balduíno II, pela exorbitante soma de 135.000 libras.
 

 Para ter uma ideia de relatividade, a construção de toda a capela custou 45.000 libras. Atualmente, a Coroa de Espinhos está nos Tesouros da Catedral de NotreDame de Paris.
 

Da Paris medieval seguimos para a Paris contemporânea, onde está o Centro Georges Pompidou, um complexo fundado em 1977, que abriga museu, biblioteca, teatros, entre outros equipamentos culturais.


 
 

O Centro Pompidou está localizado noMarais, bairro que faz parte do patrimônio histórico da Unesco, chama a atenção pela arquitetura high-tech. É um dos lugares mais visitados de Paris.


Bem em frente diversos artistas apresentavam o seus trabalhos, era um festival para os olhos.
 
 
Há poucos metros dali fica a Place desVosges, cercada por imóveis de tijolos vermelhos, tetos pontudos de ardósia e um jardim com estátuas e fontes.
 
É uma das praças mais antigas de Paris, também já foi chamada de Praça Real, pois foi construída por Henrique IV, em 1612. Depois de uma pausa, faça um passeio pelas arcadas dos prédios até o número 6 e estará no lugar onde viveu o escritor Victor Hugo, de 1832 a 1848.

 
 
Eu fui até lá, mas o local estava fechado. Mesmo assim fiquei emocionada em saber que eu estava no mesmo lugar que um dia esse escritor já esteve, olhando na mesma direção que ele olhou no passado..., bem, é melhor eu parar por aqui, rsrs.


Dali eu segui em direção a Rua St. Antoine, onde antigamente se concentrava um grande número de artesãos e a Bastilha, uma fortaleza medieval utilizada como prisão.
No dia 14 de julho, a Queda da Bastilha, foi um evento central da Revolução Francesa. Até hoje nessa data é feriado nacional.
 


Do prédio da Bastilha não resta nada. No lugar existe a Colonne de Juillet, uma coluna em bronze com mais de 50 metros de altura, e com uma estátua no topo representando o 'Génio da Liberdade', como homenagem aos mortos dos confrontos de 1830. Existe também uma ópera com uma estética moderna duvidosa.
Confesso que fiquei um pouco decepcionada, não esperava encontrar o prédio ok, mas o que vi foi meio que nada.

Tudo bem, refeita. Tomamos um café um dos muitos lugares simpáticos que existem por ali. Pegamos o metrô em direção a Avenida ChampsElyseèe.
Final de tarde, nós andamos pela avenida de mãos dadas e rindo à toa. Sem dúvida, um grande momento, que foi coroado com a visão magnífica do Arco do Triunfo (9,50 EU).
 
Antes de chegar lá eu fiz uma parada no quiosque da pâtisserie Laudréepara provar os famosos macaroons, um doce bastante francês.
Eu pesquisei e descobri que os macaronsvem sendo preparados desde o ano 791 em monastérios e diz a lenda que eram feitos no formato dos umbigos dos monges. Pode ser estranho, mas que é bom isto é.
 
O meu preferido foi o de sabor caramelo. Mas, tem muitos sabores e as cores são tão lindas que é quase um pecado resistir.

Se você chegou até aqui, sem fazer uma pausa, deve estar cansada. Imagine eu, andando por todos esses lugares, totalmente fora de forma. Eu estava só a carcaça.


Mesmo assim, em um esforço supremo, subi os degraus do Arco do Triunfo. Foi uma grande emoção ver a torre Eiffel toda iluminada, o ponto alto do dia. Alto mesmo, rsrs!


 

Depois desci até o túmulo do soldado desconhecido, que simboliza todos os mortos pela pátria durante a 1ª Guerra Mundial. O monumento é testemunha das grandes manifestações nacionais, como o regresso das cinzas de Napoleão I, em 1840, e o desfile da libertação de Paris dos nazistas, em 1944.
 
 
Acredite ainda consegui caminhar até a Praça da Concórdia, que fica na outra extremidade da Avenida ChampsElyseèe, passei em frente a casa onde morou Santos Dumont e o famoso Lido.

 
 
A razão é que eu queria ver o local onde à rainha Maria Antonieta foi morta na guilhotina. Ela morreu com a minha idade, 38 anos.  Não podia deixa de ser solidária.
A Praça da Concórdia é muito grande, por causa do cansaço, naquela hora me pareceu enormeeeee. 
 
 

A entrada é bonita tem algumas esculturas, duas fontes maravilhosas que celebram as águas e um obelisco, presente do Rei Egípcio Méhémet Ali ao Rei Luís Felipe I e foi colocado na praça em 1836.
Nem sombra da guilhotina ou de qualquer traço de terror. Tudo em paz.
Só os meus pés queimavam como o inferno!