sexta-feira, 1 de março de 2013

O básico que é o máximo

No dia a dia, na pressa, o tempero básico feito com a cebola e o alho, mais a medida certa de sal e um realce de azeite deixa qualquer comida saborosa, sem contar que o cheirinho nos deixa com água na boca.
Na verdade, temperar os alimentos é uma arte. Não é à toa que muitos Chefs guardam seus segredos a sete chaves. O conhecimento preciso dos ingredientes faz toda a diferença.
Eu confesso que não sou uma grande chef de cozinha, compenso a falta de jeito sendo uma boa observadora e ouvinte.
Durante algumas entrevistas com entendidos no assunto, me contaram que o segredo está no sal. Olha só, quem diria que o sal tem um papel tão importante na culinária.
A princípio, o sal era usado apenas para conservar os alimentos e as especiarias - pimenta, gengibre, açafrão - objeto de luxo.
A partir daí, passei a ficar mais atenta. Nem sempre dá certo, confesso que tenho a mania de economizar no sal e a comida fica um pouco sonsa. Eu preciso treinar mais, rsrs.
 
O ato de temperar um alimento varia muito de acordo com a região, estado ou país, até porque depende da disponibilidade dos ingredientes e da cultura local.
Os japoneses, por exemplo, adoram arroz sem tempero, meio grudadinho, e esse costume já pegou entre os apreciadores dessa culinária.
Nem todos têm a coragem de se arriscar em uma aventura gastronômica e preferem o temperinho básico.
O bom é saber aonde ir quando as pessoas na sua casa têm um jeito muito diferente para apreciar a boa comida.  
Por exemplo, se um dia você estiver na sua casa e o maridão estiver com vontade de comer uma receita especial e diferente enquanto você prefere mais feijão com arroz não se zangue.
A minha dica é ir ao Restaurante Atobá, no centro histórico de São Sebastião. Hoje eu fui lá e provei o tomate e a berinjela recheados, estava divino, sem falar do feijão fradinho, hummm...
Lá a gente entende que o saber temperar é uma arte!