sexta-feira, 23 de agosto de 2013

É dia de feira!



 Frutas, verduras, legumes, utensílios para cozinha e saborosos pastéis e caldos de cana.
O lugar certo para encontrar tudo isso - e ainda se divertir com o tradicional estilo de venda - é na feira livre de rua!
Mesmo com o surgimento e a consolidação dos supermercados, o hábito de ir à feira (com aquele clássico carrinho de metal ou com aquela sacola listrada e colorida de nylon) permaneceu; e garantiu a existência de um profissional que já faz parte da nossa cultura popular: o feirante.
Aliás, neste domingo, 25 de agosto, é dia dele!
A data foi criada em virtude da realização da primeira feira livre do Brasil, no ano de 1914, na cidade de São Paulo. Naquela época, os donos de chácaras não sabiam o que fazer com os produtos que sobravam em seus empórios e quitandas. Foi quando, com o apoio da prefeitura, surgiu a ideia de vender as mercadorias na rua, diretamente para os consumidores. A solução deu certo; e o então prefeito Washington Luis oficializou as feiras livres no Brasil.
Não sei se as crianças e os adolescentes de hoje tem alguma familiaridade com as feiras. Já eu tenho ótimas (e divertidas) lembranças do tempo em que ia com a minha mãe. O pastel, no final das compras, era sempre garantido...e as risadas, também, pois adorava ouvir as frases que os feirantes usavam para atrair a clientela. Quem não conhece a clássica: “Mulher bonita não paga, mas também não leva!”.
(CEAGESP)
Quando eu estava na 6ª série, estudei com uma garota cujos pais eram feirantes. Pude acompanhar a dura rotina daquela família de imigrantes japoneses. Ela me contava que seus pais acordavam por volta das quatro da madrugada, para fazer compras na CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). Em seguida, iam para a feira e lá ficavam até às duas da tarde. Depois, era preciso direcionar ou descartar (corretamente) os produtos que sobravam. Quando voltavam para casa, já era noite. E antes de descansarem, ainda fechavam a contabilidade e planejavam o dia seguinte.
Puxado, né?! Mesmo assim, era muito difícil encontrá-los de mal humor. Estavam sempre com sorriso no rosto e uma disposição admirável!
Bom...o papo está ótimo, mas hoje é sexta-feira, dia de feira, e preciso fazer umas comprinhas.
Um excelente dia a todos e até a próxima!