terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vida


Passei o último fim de semana muito bem. Visitei uma cidade que ainda não conhecia, na companhia de amigos queridos, foi tudo maravilhoso.
Mas acordei, segunda-feira, me sentindo triste, desmotivada, estranha.
Quando chegou no fim do dia, recebi a notícia de que um colega falecera de manhã. Um jovem com quem eu tive a alegria de trabalhar este ano. Rapaz alto astral, prestativo. E por mais que não éramos amigos íntimos, fiquei muito abalada.
Meu marido sempre me alerta: "A vida é curta demais!". Acho que, na maioria das vezes, eu não dou muito ouvido a isso. E só quando sei da partida inesperada de alguém é que me dou conta que ele tem toda a razão.
Aliás, a gente sempre recebe recados assim o tempo todo, mas não percebemos (ou não damos importância). Todos os dias - é só ligar a TV - ouvimos histórias tristes. Mas sempre achamos que isso nunca vai nos acontecer.
Duas semanas atrás, mais ou menos, eu achei que EU ia partir... e de uma maneira muito boba. Dei risada e bebi água ao mesmo tempo. Conclusão: me afoguei! A minha sorte é que meu marido estava comigo, pois ele me socorreu. Fiquei um tempinho sem conseguir respirar e me apavorei. Meus lábios ficaram roxos, senti minhas pernas bambas e, por um segundo, pensei: "Que caca! Vou morrer assim?!". Agora até acho a cena engraçada, mas, na hora, juro que pensei o pior.
Quer dizer: EU já tive um recado (bem dado) de que a vida é curta! E, mesmo assim, confesso que me esqueço.
Hoje, eu acordei um pouco mais disposta. E o que era tristeza virou saudade! Bateu-me uma saudade imensa de todos que amo. E graças à internet, conversei até com uma amiga que está no Canadá!
Acho que está mais do que na hora de eu aprender que estamos aqui apenas de passagem... e que não sabemos até quando. Valorizar o que realmente importa; e cuidar de quem realmente merece.

"Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre" (Charles Chaplin).