sábado, 5 de abril de 2014

Natal - A cidade do Sol

AMÉRICA DO SUL
 
Brasil - Rio Grande do Norte
Natal


Vista das dunas Douradas/ Natal
Após uma semana em São Miguel do Gostoso, chegamos a Natal.
Natal é uma cidade bastante conhecida e explorada pelos turistas. Pudera, o sol é parceiro praticamente o ano inteiro, as paisagens são exuberantes, além disso, oferece excelentes opções para quem deseja se hospedar com estilo.


Nós ficamos hospedados em um Resort na região conhecida como Ponta Negra, cercados de muitos outros Resorts. Opções não faltam, depende do quanto está disposto a gastar.
Vindos de São Miguel do Gostoso, onde a noite era embalada apenas pelos sons das ondas e dos pequenos animais que se refugiavam na lagoa localizada em frente ao nosso bangalô, quando chegamos ao Resort nos sentimos deslocados, um pouco como “bichos do mato”.

- Quanta gente! Quanto barulho!
Era por volta das 20h00, nós decidimos deixar as nossas coisas no quarto e, já sentindo falta da paz de SMG, dar uma volta no hotel. Nós sentamos à beira da piscina e para relaxar pedimos uma caipirinha de seriguela.

- Copo de Plástico? Música de Axé no último volume? Crianças disputando quem aborrece mais os pais...
Definitivamente, os tempos agora eram outros e, como bons viajantes, decidimos seguir em frente, ou melhor, seguir para o restaurante Camarões.
O lugar é sempre cheio de gente e, por isso, será difícil não ter que enfrentar a fila de espera. Mas, aqui há uma diferença. Você aguarda em uma sala super confortável, enquanto prova comes e bebes maravilhosos.
É difícil dar referência de restaurante tão badalado, mas a nossa experiência, nas duas vezes em que estivemos neste lugar (sim, voltamos!) foi muito boa.  
 
Praia da Redinha
Nesta noite, nós fizemos contato com o irmão da minha colega de trabalho, Edice Queiroz, o Daniel, que é bugueiro em Natal e também um excelente guia turístico.
Feito o contato, combinamos o passeio pelas famosas dunas para a manhã seguinte. Dividir o buggy é bastante comum por lá para ratear o custo do passeio, em torno de R$ 360,00, e foi assim que nós conhecemos um casal de Rio Claro/ SP, com quem dividimos muitas risadas.
O buggy seguiu pelas praias Redinha, Genipabu, Barra do Rio, Pitangui e Jacumã e, neste trecho, nós fizemos várias paradas. Veja algumas fotos:
 
Praia de Genipabu
Dromedário - Opção de Passeio em Genipabu
 
Balsas que atravessam os buggys em Barra do Rio


Eu e o meu coleguinha nas Dunas Douradas
 
Deslizando nas dunas com emoção
  
Tirolesa em Jacumã

Nesta noite, nós jantamos com alguns amigos do meu marido que moram em Natal. Eles nos levaram para conhecer o Mangai, restaurante de comidas típicas. Tudo em grande estilo e muito saboroso. Aliás, voltei fã da culinária de lá: macaxeira, carne de sol com nata, etc, etc...
No dia seguinte, como tínhamos alugado um carro, seguimos até a Praia da Pipa, conhecida como reduto dos surfistas.
 
Portal de Pirangi - Cidade do Cajueiro
Antes, há 12 km de Natal, nossa primeira parada foi para conhecer o maior cajueiro do mundo, que fica em Pirangi do Norte, ocupa uma área de 8.500 m2. O monitor explicou que na época da colheita, entre novembro e janeiro, produz cerca de 80 mil cajus. E sabe quantos anos tem o cajueiro? Aproximadamente 125 anos.
 
Impressionante!
No caminho, nós fizemos outra parada, dessa vez, para almoçar em uma pequena cidade chamada Nísia Floresta. É um lugar pitoresco. Veja só que na beira da estrada, além da venda de artesanatos, estava o túmulo da fundadora.
Conversando com o dono do restaurante, descobrimos que Nísia Floresta foi uma educadora, escritora e poetisa potiguar. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços público e privado publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava.
Nísia morreu de pneumonia e foi enterrada no cemitério de Bonsecours (FR). Em agosto de 1954, quase setenta anos depois, o pai do dono deste restaurante onde almoçamos, que na época era prefeito, levou os restos mortais de Nísia para sua cidade natal, que já se chamava Nísia Floresta. Primeiramente foram depositados na igreja matriz, depois foram levados para um túmulo no sítio Floresta, onde ela nasceu. Onde, nós encontramos.  
 
Praia da Pipa
Finalmente, após cerca de 4h00 de viagem, nós chegamos a Praia da Pipa. O lugar me lembrou muito a Praia de Maresias, cheia de lojinhas (caras...), restaurantes, gente jovem e bonita. Ou seja, já existe uma infraestrutura bacana para quem estiver disposto a pagar por isso.
 
Chapadão na Praia do Amor
Mas, vamos falar da Praia do Amor... Uau! Logo de cara o que chamou a minha atenção foram as falésias e o chapadão, que conferem um visual diferente e muito bonito.
 
Curtindo o visual
Depois, foi a escada que é preciso descer para chegar até a praia. Descer tudo bem, subir já é outro papo.


Escadinha básica
Pensei: - Se eu beber duas caipirinhas, eu fico na areia! Por isso, bebi uma só, kkk.
O tempo em que fiquei em Natal não foi suficiente para visitar todos os atrativos da cidade, mas vou dar algumas dicas.  
Se for com a família, a melhor opção é ficar hospedado em Resort por causa da infraestrutura. Se for uma viagem romântica, escolha algo mais exclusivo, um hotel de charme.
Lembre-se que Natal é uma cidade grande e é preciso ficar atento. Antes de sair para caminhar à noite, pergunte para os moradores com relação às questões de segurança. Divirta-se!