sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Por um Mundo mais Feminino



Quem acompanha o Blog Encantes sabe que eu andei pelas bandas dos “Esteites”, lugares incríveis, por terras quase desertas.

Era uma estrada sem fim, tanta terra e céu que para não ficar entediada eu criava pensamentos sobre situações improváveis e eu imaginei um mundo alegre, colorido e perfumado.
 

Eu imaginei um mundo onde o senhor de tudo não fosse o senhor das armas ou do dinheiro, mas o senhor da maior coleção de rosas do planeta.

Um mundo chefiado por aquele que fosse capaz de encantar e embelezar o lugar por onde passasse e fazer com que as pessoas respeitassem os espinhos dos outros, sem querer modifica-los ou destruí-los, e incentivar que todos se comunicassem com delicadeza.

Sim, eu imaginei um mundo feminino.
E digo mais, a feminilidade não é um adjetivo aplicado somente a mulher.  Aliás, tem muitas mulheres que estão longe de serem femininas, não é?

Por outro lado, eu conheço muitos homens que são femininos e não são gays. São sensíveis. Sim, existem homens sensíveis no mundo e eles até choram. Óóóóó

E, só porque hoje estou com a alma feminina sob o último grau, eu ouso dizer que já vejo um avanço neste sentido. Sinto que o espírito feminino já prevalece em algumas decisões de empresas antenadas aos tempos atuais.

Algumas empresas como Google, por exemplo, onde as pessoas podem fazer o seu próprio horário de trabalho, respeitando os seus limites e priorizando o bem estar.

O modelo de empresário do tipo workaholic, sem vida social, que não sorri, não faz elogios, não fala o que pensa e que vive 24 horas para o trabalho, na minha opinião, está caminhando para ficar fora de moda.  

Com o mundo modificando a cada clique, quem está fechado em um escritório, sem contato com pessoas de outros universos fica ultrapassado.

E pergunto: quem quer saber de uma pessoa que não consegue organizar o seu tempo para se divertir com a família ou praticar um esporte com os amigos?

Eu sinto que existe um movimento, principalmente entre os mais jovens, que procura valorizar a felicidade acima de qualquer bem material.





Eu ouso dizer que existe uma tendência neste sentido e isso vai se refletir na dinâmica das cidades e quem sabe criar uma onda de migração das áreas urbanas para as rurais, seguindo o fluxo contrário do que vimos no passado.

Hoje existe uma urgência nas pessoas de se expressarem e serem tratadas como seres individuais, isso quer dizer que o modelo de administração que busca criar regras gerais, sem considerar as diferenças, na minha opinião, logo estará fadado ao fracasso.

As grandes tragédias, os crimes cada vez mais hediondos e as doenças implacáveis que assustam o mundo, de certa forma, tem tornado o nosso tempo de vida neste planeta precioso e com ele a necessidade de reinventar a raça humana.

Eu sinto que o mundo está mais sensível às novas ideias e aberto às possibilidades que surgem com o processo criativo.  Veja quantos jovens tem conquistado espaço para apresentar as suas ideias. A juventude ignorada, hoje é vista com respeito e até seguida.

E o mesmo pode ser dito com relação às mulheres. Grandes damas estão à frente de decisões que afetarão o mundo ou, então, influenciando grandes líderes.

Eu também percebo que as pessoas estão mais dispostas a proteger a família, seja a de casa ou a do trabalho, usando o tempo livre com trabalhos manuais, como cuidar das plantas e dos animais.
Não basta ser, tem que ser feliz.

Eu sei que ainda estamos no início de um movimento de mudança, mas eu já faço parte dele, e você?