domingo, 9 de novembro de 2014

Mulheres - Somos o que quisermos Ser



Rainha Boadicea - A heroína de cabelos cor de fogo 

Há poucos dias eu participei de uma palestra sobre “A Grande Dicotomia - Direitos da mulher e Violência contra Mulher” e achei muito interessante porque aprendi histórias de mulheres fantásticas, transgressoras, rebeldes e muito corajosas.


Talvez você esteja a um passo na minha frente, mas confesso que eu nunca tinha ouvido falar sobre Boadicea a primeira heroína nacional da Grã-Bretanha, que comandou um carro de guerra, com as costas ainda feridas do chicote, em uma batalha épica contra os romanos.
E a história de Olympe de Gouges, a escritora que se desencantou com a constatação de que a fraternité da Revolução Francesa não incluía as mulheres no que se refere à igualdade de direitos e, em resposta à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã?
Enquanto eu escutava sobre essas mulheres guerreiras e corajosas, me perguntava por que eu nunca tinha ouvido falar sobre elas no colégio ou em outras palestras. Ué!
Isso me levou a refletir: Já não está na hora de valorizarmos mais as mulheres fortes e poderosas na tentativa de aprender com elas, ao invés de insistirmos no discurso da mulher-vítima?  
Na maioria das palestras e eventos que eu participei sempre falaram sobre a mulher com um ar de fragilidade, mas isso não ajuda em nada.  Entristece, mas não avançamos.
Lembrando que na maioria das vezes a palestra com o tema MULHER atrai um público quase 100% feminino.
Histórias como da rainha Boadicea ou da escritora Olympe são inspiradoras, fortalecem o espírito para continuarmos a lutar contra as injustiças.
Agora imagine quantas mulheres anônimas transformam suas vidas em exemplos de força, fé e esperança, que também podem ser muito inspiradoras.
Essas guerreiras merecem ser ouvidas porque podem iluminar o caminho das trevas.
Nós mulheres somos frágeis, mas somos MUITO mais do que isso.