quarta-feira, 4 de março de 2015

Crônica | A Teoria de Tudo


Eu fui assistir ao filme “A Teoria de Tudo” com medo de me decepcionar, mas saí da sala do cinema com os olhos cheios de lágrimas.

Explico. Antes de assistir ao filme, eu comprei o livro. A minha filha ficou muito ansiosa para ler e eu deixei, com um porém: que lesse o livro em uma semana.

Depois de uma semana, ela não tinha terminado o livro. E, pior, me desaconselhou a lê-lo, dizendo que não se tratava de uma história de amor, que era muito chato.

Mas, o fato é que nós duas fomos assistir ao filme juntas super ressabiadas. Quer saber o que aconteceu?


O filme “A Teoria de Tudo” retrata o romance do astrofísico Stephen Hawking (Eddie Redmayne) com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones), e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.

O médico dá a ele dois anos de vida, mas contrariando o “tempo” ele se casa com Jane e tem três filhos.




Os atores estão perfeitos no filme, super merecido o Oscar de melhor ator para Eddie Redmayne.
Stephen Hawking para quem não sabe é o autor da teoria da existência de um buraco negro no universo, aliás, recentemente questionada por ele mesmo.

Como é uma história verídica não vou me preocupar em não contar o final. Mas, se você não quiser saber pare de ler agora.
Ok. Vamos lá.

O filme não tem o final feliz esperado, pois o casal se separa. Jane volta a se casar e os dois continuam a conviver como amigos.

A minha filha ficou decepcionada. Ela não aceitou a minha explicação de que o amor não está aprisionado no casamento e que supera as conveções.

O filme mostra as várias fases do casamento, da paixão inicial ao amor maduro.   
A história deles foi tão rica em sentimentos que eu não dei tanta importância para o fato de não estarem mais juntos.





Eu conheço muitos casais que vivem juntos até que a morte os separa e não devem ter compartilhado tantos sentimentos quando eles.

O filme mostra que mais importante do que os capítulos de perdas e ganhos no casamento é o resultado da obra. 

Eu me emocionei quando no final o casal observa os filhos crescidos e sorriem um para o outro sabendo que o caminho percorrido junto valeu a pena. 

Deve ser a coisa mais triste viver a vida toda ao lado de alguém sem saber se tomou a decisão certa ou acabar cheia de frustrações e arrependimentos.

A história do casal é uma lembrança de que o verdadeiro amor não é egoísta, ao contrário é generoso e faz o bem.

A minha filha disse que eu choro por qualquer coisa. Pode ser, ando muito sensível. Mas, eu gostei do filme.