quarta-feira, 29 de abril de 2015

2 dias em Frankfurt : Encontro do passado e o presente

Europa
 
Alemanha - Frankfurt
 
 
A viagem de São Paulo a Frankfurt demorou pouco menos de 12 horas, voo direto pela TAM. O aeroporto de Frankfurt é um dos maiores do mundo, mas não foi complicado encontrar o espaço reservado para aluguel de carros.
 
Eu convido você a viajar comigo a nossa aventura está só começando, vamos?


Nós chegamos a Frankfurt por volta das 17h, horário local, 12h no Brasil, e estávamos com fome. Como não sabíamos se o nosso hotel ficava longe do aeroporto ou, pior, se conseguiríamos chegar até lá sem nos perder no caminho, optamos almoçar por ali.
 

Muita gente me pergunta se eu comi muita carne de porco durante a viagem a Alemanha, rsrsrs. Claro, que comi, mas só porque eu quis. Cidades cosmopolitas, como Frankfurt, por exemplo, que recebe gente do mundo inteiro, oferecem muitas e variadas opções de restaurantes.


O nosso plano era ficar apenas uma noite na cidade, antes de seguir viagem rumo à Rota Romântica. Nós ficamos hospedados no Hotel Holiday In Express, que não é tão próximo do centro histórico, mas tinha a vantagem de ficar em uma rua tranquila onde estacionamos o veículo sem precisar pagar por isso.

Quem viaja de carro pelo Leste Europeu deve ficar atento a isso na hora de escolher um hotel. Muitas vezes, os hotéis próximos às atrações turísticas ficam em calçadões onde é proibido o tráfego de veículo e os preços dos estacionamentos são caros.  



Nós levamos o GPS do Brasil, com os mapas dos países por onde viajaríamos e tudo ocorreu como previsto até o fato de não entendermos absolutamente nada do que estava escrito nas placas de trânsito.
O meu marido e piloto perguntava:
- Dani, qual é o nome dessa rua? O que está escrito naquela placa?
Até eu conseguir ler, quase sempre um nome enorme e cheio de consoantes, o sinal já tinha aberto e precisávamos seguir em frente.

Durante todo o tempo, nós dirigimos confiando totalmente no GPS e quando não podíamos contar com ele, nós contávamos com a sorte. Nem sempre ela esteve a nosso favor e demos algumas mancadas, principalmente com relação ao estacionamento nas ruas.
Na primeira noite nós jantamos no Restaurante Dauch Schneider, na Rua Walter- Kolb Strabe, localizada no bairro boêmio Alt- Sachsenhausen, é uma espécie de Vila Madalena de Frankfurt, cheio de jovens e barzinhos. 

Nós ficamos quase 1 hora para encontrar um lugar para estacionar o carro. Não desistimos porque  o restaurante estava muito bem recomendado e, além disso, possui cardápio em português, uma garantia de que não comeríamos fígado de porco ou outra iguaria que não apreciamos tanto. Não contamos com essa facilidade durante o restante da viagem.


Bem, o restaurante é um pouco difícil de encontrar por meio do GPS, fica em uma pracinha, meio escondidinho, mas uma visita até lá vale super a pena. Nesta noite estava frio e o lugar é aconchegante e, apesar de ser uma segunda-feira, estava movimentado.

Pedimos Fränkisehe Bratwürste mit Zwibelschmelze, Kartoffelsa und kleinem salat, ou seja, duas linguiças, chucrute e purê de batata, o que foi suficiente para nós dois. Na Alemanha, em geral, os pratos são bem servidos.

Provei o vinho de maçã (Apfelwein), bebida tradicional da cidade, armazenado em uma espécie de bule de cerâmica. Ele é servido no copo de água em temperatura normal. Podia ter uma apresentação mais bonita, mas eu gostei do sabor. Há controvérsias, mas eu acho que vale a pena experimentar mesmo que seja para formar uma opinião a respeito.

E antes de ir embora, ainda pedimos de sobremesa Apfelstrudel com creme de baunilha. A garçonete estranhou que a gente não tivesse comido todo o creme que banhava a tortinha de maça, disse que é a parte preferida pela maioria e perguntou se a gente tinha gostado. Adoramos, mas era muito para nós!


Depois do jantar, por volta das 23h, como tínhamos dormido um pouco no hotel e devido ao fuso horário, lá é 5h mais tarde do que no Brasil, ainda estávamos com disposição para passear pela cidade.


De carro seguimos em direção ao centro histórico. Nós deixamos o bairro boêmio de Sachsenhausen para trás, atravessamos a ponte sobre o Rio Meno e seguimos em direção a Römerberger.
Apesar do horário, algumas pessoas ainda caminhavam e namoravam nos bancos ao lado do rio. As pontes estavam iluminadas e eu até pensei em ficar um pouquinho por ali, mas estava um frio...


Na região de Römerberger está o centro velho da cidade, um conjunto de prédios construído em estilo medieval, com o telhado pontudinho e a fachada decorada, fica em volta de uma praça grande, onde se destaca um lindo chafariz.
Ali está localizado o prédio da Prefeitura, o Centro de Informações Turísticas, além de restaurantes e lojinhas de souvenires.


É o ponto inicial do passeio da maioria dos turistas que visita Frankfurt, mas naquela hora da noite estávamos praticamente sozinhos.
 
Nós demos um giro bem rápido pela pracinha e eu fiquei encantada ao avistar através de uma viela a imagem da Catedral Histórica de Frankfurt (DOM), que foi destruída e reconstruída duas vezes desde sua construção inicial no século XIV e que se destaca de todas as outras.



No dia seguinte, nós seguimos direto para o mesmo lugar que tínhamos visitado na noite anterior. Estacionamos na rua chamada DomstraBe, bem pertinho da catedral.


É preciso pagar para estacionar o carro ali, de acordo com o tempo em que vai utilizar o espaço. Nós estimamos nosso tempo em 1 hora e pagamos cerca de 4 euros.


Enquanto caminhava em direção à praça, onde alguns artistas se apresentavam, eu observei uma grande quantidade de cafés, com doces incríveis nas vitrines, museus e lojas de antiquários.  

Continuamos o passeio caminhando pelo calçadão, passamos pela Praça Paulsplatz, onde está localizada a Igreja de São Paulo (Paulskirche).


Lá tinham algumas árvores secas, que criavam um visual diferente, meio fantasmagórico. Impressionante a quantidade de ciclistas. Em todos os cantos tem bicicleta.

Fomos em direção a casa onde morou Goethe, passamos em frente a um café bacana chamado Walden. Hoje a Casa de Goethe foi transformada em um museu.

 
Tiramos fotos da fachada, mas não entramos. Aliás, é bom dizer que na região central de Frankfurt tem mais de 60 museus e galerias de exposição.


Nós nos afastamos um pouco do centro histórico, chegamos a Praça Hauptwache e logo estávamos na rua das compras chamada Zeil.
Durante o passeio, o cenário muda. Deixamos para trás os prédios medievais e demos de frente com prédios enormes e modernos, verdadeiros arranha- céus. Frankfurt é uma mistura de passado e presente.


Isso tem uma explicação. É que Frankfurt, assim como Berlim e outras cidades da Alemanha, foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e precisou ser reconstruída.


Antes disso o centro histórico medieval, que hoje está restrito a pracinha onde hoje se localiza a Prefeitura e alguns prédios salteados aqui e ali, era o maior da Alemanha. Mas, a cidade recuperou sua importância no cenário mundial e hoje é o centro financeiro e de transportes da Alemanha. Nada mal, não é?

Entre os prédios modernos se destaca a Galeria Kaufhor e outras dezenas de instituições financeiras. Na parte de cima desta galeria, tem um restaurante que oferece uma vista bonita da cidade.


Chegamos na Zeil e nos misturamos ao burburinho de gente. Muitos aproveitavam a manhã de sol, pois tinha nevado uma semana antes da nossa chegada. Jovens tocavam violão sentados na rua, idosos nos bancos das praças, mas a maioria comprando nas lojas.

Ali tem várias lojas bacanas, algumas bem conhecidas como a Zara e a H&M, mas preço bom mesmo eu só encontrei em dois lugares: na Loja Primark e no supermercado chamado Rossmann.
Na Zeil compramos o chip na Vodafone para termos internet no celular durante a viagem sem precisar de wi-fi.

Almoçamos em um restaurante chamado Sushi Circle, comida japonesa, fast food rapidinho, estávamos ansiosos para continuar a viagem pela rota romântica da Alemanha.

Partida - Antes de retornar ao Brasil, nós passamos o último dia em Frankfurt, ficamos no mesmo hotel e novamente fomos ao centro da cidade, mas desta vez era sábado e estava tendo uma feira bem próxima da Zeil, a rua das comprinhas.

Nesta feira vendia flores e vários tipos de comida. Nós optamos por um prato de peixe frito com batatas e saboreamos uma deliciosa taça de Reisling, um vinho branco do qual nos tornamos fãs.


Lá nós conhecemos um morador de Frankfurt, Michael, um advogado que passeava por lá com o seu filho. Nós conversamos com ele sobre a cidade, que disse ser um local muito bom para morar e deu algumas dicas de passeios.
 

No aeroporto retornando ao Brasil, eu conheci uma brasileira que tinha ficado uma semana fazendo um curso em Frankfurt. Ela disse que achou a cidade sem graça porque os bares e restaurantes fecham cedo comparado a São Paulo onde tudo funcionada 24 horas.


A minha impressão foi de estar em uma cidade cosmopolita, com grande diversidade de restaurantes e uma boa estrutura de hotéis. Para conhecer os principais pontos turísticos de Frankfurt, um dia inteiro é o bastante e tudo pode ser feito a pé, claro que isso não inclui passeios em museus ou namoro à beira do Rio Meno.
Não é uma cidade que eu colocaria no meu roteiro de viagem, mas eu ficaria uma noite lá ou duas se novamente fizer parte de alguma conexão de voo. É um lugar agradável.

Nós fechamos a nossa viagem em Frankfurt com chave de ouro e alguns quilos a mais. Na última noite fomos no restaurante Dauch Schneider, o mesmo do dia da nossa chegada à cidade.
Animada e sem medo de ser feliz pedi: Gegkochtes Haspel ou Pernil de Porco Grelhado com Chucrute e Pão para os íntimos.

Dessa vez não fazia muito frio e o clima estava ótimo, com muitos jovens nas ruas e na praça em frente ao restaurante, brindando e cantando.
Ah... eu ia esquecendo de contar, mas por acaso nós descobrimos que da primeira vez que estivemos ali estacionamento o carro na vaga do táxi.

Ai, ai, ai... eu fiquei pensando no que mais fizemos de errado sem ter a menor noção e cheguei a conclusão de que é melhor nem saber. kkkk