quinta-feira, 7 de maio de 2015

Bratislava: a pequena notável

Europa
 
Bratislava - Eslováquia
 

Nós chegamos a Bratislava, capital e principal cidade da Eslováquia, em um dia frio e chuvoso e a primeira impressão não foi das melhores.




 
Para quem nunca ouviu falar em Bratislava, a cidade está situada junto da fronteira com a Áustria e a Hungria, no meio dela passa o rio Danúbio.

O primeiro assentamento neste território começou cerca de 5000 a.C. A cidade já teve vários nomes e, no século X, conhecida como Pressburg tornou-se parte da Hungria.

 
Pressburg floresceu durante o século XVIII, no reinado de Maria Teresa da Áustria e tornou-se o maior e mais importante centro no território das atuais Eslováquia e Hungria.

Depois da Primeira Guerra, Pressburg foi incorporada à recém-criada Tchecoslováquia e o nome Bratislava começou a ser usado. A cidade foi ocupada por tropas nazistas na Segunda Guerra, e depois liberada pelo Exército Vermelho.  

Depois que o partido comunista tomou o poder em 1949, a cidade se tornou parte do bloco comunista.

 
Em 1993, depois da queda da URSS e da divisão da Tchecoslováquia, Bratislava se tornou a capital da República da Eslováquia.

 
Nós ficamos hospedados no Hotel Saffron, onde fomos muito bem recebidos.

 
Após deixar as malas no hotel, já fomos passear na cidade.  Eu confesso que neste dia fiquei com receio de me perder e não conseguir retornar para o hotel porque é impossível ler o que está escrito nas placas. No final, isso acabou acontecendo mesmo e fomos salvos pelo google maps. Salve a tecnologia! 

 
Enquanto caminhava, eu observei que havia muitas linhas de trem passando pelo centro da cidade junto com o tráfego de veículos, bicicletas e pedestres. Ou seja, uma confusão.

 
Uma loja que vendia roupas de segunda mão, como um brechó, chamou a minha atenção e decidi entrar para conhecer. Eu encontrei roupas de boa qualidade e, imagine, qualquer peça custava apenas 1,00 euro.

Depois eu percebi que existiam muitas lojas iguais a essa na cidade.

 
Durante a caminhada, nós passamos em frente a Igreja da Trindade (igreja rosa), onde já ocorreram concertos com vários compositores famosos, como por exemplo Franz Liszt e Johannes Brahms. Alguns dos eventos políticos importantes também aconteceram nesta igreja, como as declarações  de independente da Eslováquia, em 14 de março 1939 e depois novamente em 17 de julho de 1992, quando deixou de fazer parte do bloco comunista.

Seguindo em direção a Prefeitura, chega-se na Primaciálne námestie, outra praça bonita, onde está o Primaciálny Palác (atual sede da Prefeitura) e o Centro de Informações da cidade.

 
Na sede da Prefeitura, na sala de espelhos, foi onde Napoleão e o líder da dinastia Habsburgo, Franz I, assinaram um tratado de paz após a Batalha de Austerlitz, o Tratado de Pressburg – que estabelecia a retirada de tropas do território austro-húngaro.
 
Não demorou muito e estávamos em frente ao antigo prédio da Prefeitura de Bratislava (Stará Radnica), um complexo de três edifícios construídos nos séculos XIV ao XV e que atualmente é sede do Museu da Cidade de Bratislava (Múzeum mesta Bratislavy), o mais antigo da capital eslovaca, inaugurado em 1868.

Bem próximo está a Catedral de São Martinho, do século 13, onde foram celebradas 19 coroações de reis, de 1563 a 1830, entre elas a coroação da imperatriz Maria Teresa, descendente dos Habsburgos.

 
Bem próximo dali estava à praça principal da cidade, chamada Hlavné Namestie. Ao redor da praça existem diversas lojas de souvenires, além de cafés e restaurante.



Bem no centro está a fonte mais antiga da cidade, a fonte Maximiliano, de 1572, e ao redor as construções em vários estilos arquitetônicos, entre eles o renascentista.

 
Ali também tem uma feirinha que vende artesanatos, além de ser o ponto inicial para quem decide conhecer a cidade de trenzinho.

 
Quem passeia pelo centro de Bratislava vai encontrar diversas estátuas de ferro. Elas são atrações turísticas e muitas pessoas fazem filas para tirar fotos com as estátuas.

 
A mais famosa é Cumil, o operário. Para vê-lo, deve-se olhar para o chão: ele sai de dentro de um bueiro, na esquina da rua Panská com a rua Rybárska, sob uma placa que diz 'man at work' (homem trabalhando).

 
Ainda na rua Rybárska, encontra-se a estátua do feliz Schöne Nazi, que teria vivido em Bratislava no início do século 20. Doente mental, ele se vestia sempre com trajes velhos, mas elegantes, e saudava os passantes com seu chapéu - o que originou a pose em que foi imortalizado.

 
No final da noite, nós jantamos no Restaurante Lido, onde provei Hovädzi Gulás, uma espécie de carne de panela acompanhada de fatias de pães branquinhos e bem macios, acompanhada de uma cerveja local chamada Zlaty Bazante.


No dia seguinte, planejamos passar a manhã em Bratislava e depois do almoço seguir viagem rumo à Budapeste. Fechamos a conta no hotel e fomos até o centro da cidade de carro. Não faça isso.

É super complicado dirigir no centro da cidade porque a maior parte das ruas é fechada para o tráfego de veículo. Nós passamos alguns apertos e fomos salvos graças à simpatia dos moradores. Em um dos casos, protagonizamos uma fuga histórica. Um dia, talvez eu conte. kkkk

Depois do sufoco, nós caminhamos até a Cidade Velha (Staré Mesto), onde fica a maior parte dos edifícios históricos.


Antes de chegar a lá, nós paramos em um antigo mercadão chamado Stará Trznica, que foi o primeiro mercado coberto de Bratislava, construído em 1910.

Estava frio e achamos ótimo poder entrar para nos aquecer um pouco. Lá estavam vendendo vários tipos de comidas típicas, comprei uma pizza doce (Babicka), além de roupas e artesanatos de segunda mão.

Uma das vendedoras nos explicou que todos estavam ali fazendo trabalho voluntário com o objetivo de reunir dinheiro para reformar o telhado do prédio.

Lá também conhecemos a Ana, esposa do vice- cônsul do Brasil em Bratislava que estava vendendo artesanatos para ajudar a população da Ucrânia. Ela falava um pouco em português e foi divertido encontrar alguém que conhecesse um pouco da nossa cultura. Compramos alguns copinhos de cachaça para ajudar na causa.


 
 
Novamente seguimos para a praça principal Hlavné Namestie , que dessa vez estava cheia de turistas, aproveitamos para tirar fotos ao lado da estátua de um soldado de Napoleão descansando apoiado em um dos bancos da praça. Obra é de autoria do artirta eslovaco Juraj Meliš, 1997.


Seguindo o fluxo passando pela ponte mais antiga da cidade, atravessamos o Portão de São Miguel (Michalská brána),  que ainda contém sua torre de 51 metros de altura e 7 andares conservada.
 
No topo da torre está e no topo está a estátua do arcanjo Miguel matando um dragão, e que dá nome a este portão. Antigamente para chegar ao portão era preciso atravessar uma ponte elevadiça, mas hoje já foi construída uma passarela.

 
Ali, bem embaixo do arco fica o ponto zero da cidade, um círculo que mostra as distâncias de Bratislava para outras 29 cidades do mundo.




Após atravessar a ponte, nós estamos na rua principal da cidade velha, com muitas lojinhas e restaurantes.

 
Nós continuamos a caminhar e chegamos à praça das embaixadas (Hviezdoslavovo námestie), que linda e novamente cheia de estátuas e o Monumento a Pavol Országh Hviezdoslav, com uma fonte.
 

Numa das pontas está o Slovac National Theater (Teatro nacional Eslovaco).


Em Bratislava também tem um Castelo que fica em cima de uma colina, mas não fomos.

Ao nos aproximar do rio Danúbio também é possível ver à Ponte Nova (Nový most), construída na época do comunismo, onde tem um restaurante que lembra muito um disco voador (UFO).

Bratislava é uma cidade interessante e eu fiquei sabendo que tem se esforçado para atrair cada vez mais turistas, o que eu percebi que tem dado certo. Um ponto a favor é que a moeda local é o euro, por isso, não precisa se preocupar em trocar a moeda, o que termina sendo cansativo para quem viaja por diversos países do Leste Europeu, onde cada qual tem sua própria moeda.