sexta-feira, 20 de maio de 2016

Geyser Del Tatio – Frio, Fumaça e cheiro de Enxofre: Será que o inferno é assim?




Nossa viagem ao altiplano no Deserto do Atacama começa de madrugada. Saímos do hotel às 4h00 para ir ao Geyser del Tatio, com o céu coberto de estrelas e um frio de rachar.
Mas, se a temperatura estava baixa durante o caminho, no Geyser a situação é ainda pior.



Quando a gente chega ao local, que fica a 4.320 metros de altitude, parece a “boca do inferno” porque o cheiro de enxofre das fumaças toma conta do lugar.

Neste frio extremo, descemos do ônibus para nos juntar a outros grupos turísticos que caminham por entre as colunas de vapor que saem da terra.

El Tatio, que na língua quéchua significa “O velho que chora”, é o maior campo de geyser do mundo.
As erupções da água podem alcançar grandes alturas e são produzidas devido ao encontro das águas subterrâneas sobre um campo de lava.


O encontro das águas produz enormes colunas de vapor e gases que escapam para a superfície pelas fissuras na terra e superam às vezes 10 metros de altura.

Este campo geotérmico está formado por 40 geysers, 60 termas e 70 colunas de fumaça em uma extensão de 3 km2.

Quando o sol começa a aparecer, por volta das 7h30, a luz provoca um efeito muito bonito no local, com as colunas de fumaça ganhando um tom prateado.

Nessa hora, paramos para tomar um café da manhã, mas estava tão frio que ficou difícil até para comer. Tudo gelado.

É um passeio para quem gosta de situação extrema. Há uma piscina quente, que alcança uma temperatura de 30º, para quem deseja se aventurar. Eu nem cheguei perto, fiquei no carro só observando e achando todos muito corajosos e meio loucos.


Depois do Geyser, o passeio continua rumo a Vado Putama, onde observamos uma lagoa com várias aves e patos. Também avistamos as vicuñas.


Em seguida, fomos a Machuca por uma estradinha cercada por morros de pedras vermelhas.
O sol finalmente começou a aquecer o lugar e, tendo ao lado uma beleza agreste e colorida, comecei finalmente a relaxar e a curtir o passeio.


O povoado de Machuca é um lugar de pastores de lhamas e muito bonitinho.


As casas construídas com a técnica de adobe, telhado de palha e madeiras de cactos. Apesar da simplicidade, eu percebi que algumas moradias tinham antena parabólica e placa de energia solar.


O destaque da vila é a pequena igreja de São Santiago, patrono do povoado, que fica no alto de uma colina.

 

Em Machuca eu provei a brusqueta de lhama (carne de lhama no espeto) e empanada de queijo de cabra, com a massa muito parecida com o nosso pastel.

É um lugar turístico, onde mulheres vestidas com roupas tradicionais na companhia de lhamas e os músicos cobram para tirar fotos.

Mas, vale a pena conhecer porque é pitoresco e encantador.


Para fazer esse passeio com algum conforto, use sapatos baixos e confortáveis, muita roupa de frio (exagere, porque você vai precisar!) e também, caso planeje entrar na piscina térmica, roupas de banho e toalha. Esse passeio não é recomendado para pessoas com hipertensão, menores de 6 anos ou mulheres grávidas.

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