sábado, 14 de maio de 2016

Salar de Tara – Em meio à aridez do deserto, a beleza da natureza



O Salar de Tara fica há cerca de 1 hora do centro de São Pedro do Atacama.  Enquanto seguimos em direção à fronteira com a Argentina, ao lado da rodovia é possível ver as casinhas dos pastores...
Assista um vídeo:



No caminho, descemos do carro para fotografar o vulcão Licancabur
 

E, enquanto observamos as lhamas, flamingos e vicuñas, que vagueiam por ali, o pessoal da agência prepara o café da manhã à beira da estrada. Nesse dia, eu provei o chá de coca e gostei.

Para chegar ao Salar de Tara é preciso subir a uma altura de 4.800 metros de altitude. O veículo sai do asfalto e, durante um longo trajeto, o caminho é de terra.


No percurso, eu senti o peito um pouco ofegante, dificuldade para respirar. No entanto, o que mais incomodou foi sentir o meu nariz super seco, a ponto de doer.


Nós passamos por rochas enormes, que graças à ação do tempo foram sendo desgastadas e hoje com alguma imaginação podemos notar que tomaram formatos de índio e de bichos. 

Essas rochas são restos de sedimentos vulcânicos, testemunhos de grandes erupções que aconteceram há milhões de anos.


Essas rochas ficam em um vasto descampado, chamado Monjes de la Pacana, onde nosso carro parece um pequeno intruso nesse mundo árido feito de areia marrom e algumas plantas que parecem chumaços amarelos, chamadas de Paja Brava.


 “No carro, durante o passeio, eu fiz a seguinte anotação: Somos um grão de areia”.

Entre os itens de sobrevivência que eu já mencionei, para esse passeio é importante acrescentar o papel higiênico porque o banheiro é atrás da moita, ou melhor, atrás da Rocha kkkk


Quando nos aproximamos do Salar de Tara, o guia para o carro para que a gente faça o restante do percurso caminhando. É um lugar muito tranquilo. 



O lugar é lindo, uma lagoa azul cercada por formações rochosas.


Caminhamos por um tempo apreciando a paisagem e conversando com nossos colegas brasileiros, Rodrigo e Amanda.


Lá avistamos flamingos, muitos pássaros, lhamas e até esquilos. 



Almoçamos Macarrão com Legumes, Salada de tomate com Abacate e Peito de Frango. E para acompanhar um excelente vinho chileno, ulala. 


A refeição foi preparada pela agência. Estava ótima. Eu acho que foi um dos lugares mais exóticos e lindos onde eu já almocei. 

 

Na volta, nós paramos para tirar fotos de algumas formações rochosas, entre elas: a Catedral. 



De onde estávamos ainda conseguimos identificar algumas rochas com formatos de um leão e um ser alado.

A atmosfera do lugar é mágica. Tem algo especial aqui. 


A última parada foi para fotografar a rocha com figura de um índio. Estava um vento muito forte! 


O índio se manteve firme como uma rocha, já nós kkkkk
A alta altitude torna o passeio meio sofrido. Nessa hora, eu senti dor de barriga e um pouco de falta de ar. Uma pequena caminhada e fiquei sem fôlego.


O mais impressionante foi perceber que mesmo em um ambiente tão árido a natureza consegue se adaptar. Há vida em todos os lugares.
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