sexta-feira, 3 de junho de 2016

A Estratégia da Felicidade (Parte IV) – Trate bem o seu coração


Por Giobert M. Gonçalves


Na semana anterior eu disse que hoje falaria da grande sacada, aquele segredinho que faz toda a diferença para a realização dos seus objetivos e, consequentemente, à sua felicidade.

3º – Sentimento Positivo!

Nosso terceiro passo é prestarmos atenção nos nossos sentimentos. A gente acha que sabe o que está sentindo, mas a verdade é que não percebe os sentimentos, nós só notamos o sentimento quando ele está “explodindo”!
Pegue qualquer situação que te incomodou, ou te incomoda no momento e perceba o que vem: você sente, ouve ou vê alguma coisa? Investigue. Você fala algo pra você mesmo? Você vê uma imagem que já aconteceu ou uma imaginação? Será que há alguma sensação no corpo? Seja qual for a forma do seu pensamento, vai gerar um sentimento negativo que distorce suas ações. Mesmo que você não saiba se é medo, raiva ou tristeza, ou um pouco de cada um, esse sentimento te condiciona a algum comportamento.

O pensamento gera um sentimento que gera um comportamento.
O que é esse sentimento? Em algum momento da infância você é exposto a uma circunstância e é gerada uma matriz de um sentimento pela primeira vez na sua vida. Você era criança e ainda não tinha como filtrar os fatos e criar mecanismos para lidar com eles e se defender ou se impor em relação a essas situações que aconteciam. E isso resulta em um comportamento.
Quando isso acontece, um “você criança” fica preso nessa lembrança e quando no momento atual acontece uma situação parecida, é essa criança que aparece sem recursos para lidar com a questão. Por isso que nós temos um “comportamento infantil” diante de algumas situações.
Nós temos um monte de “você criança” perdidas nas nossas lembranças.

E a sacada é trabalhar essas crianças! Quando elas ficam bem novamente, elas não criam mais nenhum impedimento para seus objetivos.
Então, voltando àquela situação que te incomodou ou te incomoda, você vai acolher aquele sentimento. Ai você vai me perguntar “mas eu vou acolher a raiva (ou o medo, ou a tristeza)?” Vai sim. Vou dar um exemplo do que é acolher um sentimento. Vocês já devem ter visto uma criança pequena que quando está com sono ela não sabe que quer dormir e fica fazendo manha. Nós temos dois tipos de mãe, a que não tem paciência nenhuma e dá um supetão no filho e daí, ou o filho engole o choro, reprime tudo e cria um “você criança”, ou o filho abre o berreiro (e também cria um “você criança” – não tem muito como escapar dessa mãe, faz parte do processo da vida!).
Mas tem a outra mãe, aquela que pega a criança, coloca no colo, abraça a criança com amor e, estando presente, embala até ela pegar no sono e resolve o problema!
Com o sentimento é igual, ele é uma criança que quer alguma coisa. Se você o trata com agressividade, ele vai responder com agressividade, se você reprime, ele vai explodir em algum momento, seja como uma doença física ou um distúrbio emocional, mas se você reconhece o sentimento, abraça com amor, ele se sente acolhido e relaxa.

Mas nada como a prática para entender bem! Vamos fazer um teste?
Acolha o sentimento daquela situação, imagine que você está trazendo ele para o seu coração. Imagine uma forma para ele, como se você pudesse abraçar essa forma e o traga para o seu coração. Diga que você entende o que ele é, que você o aceita. Olhe através do sentimento e reconheça o “você criança” que está por trás dele, perceba o que aconteceu com esse “você criança” que você começa a ver agora e diga para esse “você criança” que vai cuidar dela. Converse, abrace e traga-a para o seu coração. E olhando bem para a esse “você criança”, pergunte:

Se você pudesse deixar esse sentimento partir, você deixaria?
(Responda) Sim.
(E pergunte) Quando?
(E responda) Agora?

O tempo todo em que você fizer, solte o ar pela boca deixando todo o sentimento partir. Deixe as emoções saírem no ar que você solta pela boca, solte um grande suspiro com todo esse sentimento. Quando você solta o ar, organicamente os sentimentos vão sendo liberados. Você nunca ouviu falar disso? Já percebeu que quando você está irritado você bufa e solta o ar pela boca? E que isso dá um certo alívio? Até os animais fazem isso!
Novamente olhe para “você criança”, continue com ele no seu coração, perceba o que ainda resta do sentimento e repita esse processo várias vezes. Quantas vezes forem necessárias para o sentimento partir. Se perceber que tem algo impedindo você de fazer esse exercício de liberação emocional, imagine, também, que esse impedimento é um sentimento e o inclua também no exercício. Até que todo sentimento tenha partido.


E quando todo o sentimento partir, olhe para o “você criança” e diga uma afirmação positiva do que você quer. No lugar daquela frase que o sentimento pensava, vamos criar uma nova frase, uma nova crença. Aquilo que você verdadeiramente quer acreditar. Muitas vezes isso é absolutamente espontâneo e mágico! Pode ser qualquer frase: “eu mereço”, “tudo vai dar certo”, “eu prefiro ser feliz”.
Essa afirmação vai se tornar o seu mantra. Você pode repeti-la em todos os momentos. Eu mesmo tenho várias frases, algumas já com mais de 10 anos! Eu tinha uma crença financeira de escassez em que o dinheiro nunca daria, que eu não conseguiria pagar minhas contas. Quando eu ia a uma loja comprar uma roupa que fosse, eu tinha até uma sensação no peito de medo, parecia que meu coração disparava.
Depois que fiz esse exercício eu criei uma afirmação que era simplesmente: “Está tudo bem, está tudo tranquilo”. Foi a frase que eu disse para a minha “você criança”. Ela era apavorada com medo de não conseguir pagar as contas, rs... Hoje, a sensação mudou para o oposto dentro de mim, quando eu tenho coisas para pagar (sabe aquela despesa que ultrapassou a conta?), vem na minha mente espontaneamente “está tudo bem, está tudo tranquilo” e eu acabo tendo uma ideia de ganhar mais uma grana e pagar. Simples assim!
O medo, a raiva ou a tristeza nos impede de ver a solução.
Proponho que você faça esse exercício, faça várias vezes porque você sabe que a repetição é que gera a excelência. E se dedique bastante, afinal, o retorno é proporcional ao investimento! Semana que vem tem mais!

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