sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Um conto de fadas felino


Por Andressa Rodrigues

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por gatos! Sou uma legítima “gateira” - denominação dada a pessoas que acompanham tudo que sai sobre felinos na internet, além de comprar roupas, objetos, livros, revistas, brinquedinhos, enfim, tudo de gato. Esse amor surgiu depois que adotei o Frajola. Na verdade, ele me adotou! E olha que antes dele eu “tinha medo até de borboleta”, como meu irmão André adora lembrar.
Mas a história de hoje não é sobre o Frajola. Outro dia conto sobre meu amorzinho com maior prazer. Hoje quero falar de uma ação linda de uma família para adotar um gatinho. Imagina viajar 443 quilômetros só para buscar o bichano! Foi isso mesmo que um casal de amigos fez no último sábado (10/9).
Tudo começou assim...

Letícia, irmã do meu amigo Artur, mora com o esposo Márcio na cidade do Rio de Janeiro. Ambos trabalham no aeroporto do Galeão. Um dia eles perceberam a presença de um gatinho rondando o estacionamento do aeroporto. O gatinho resolveu morar por lá. Com o passar do tempo, o felino começou a receber alimento e carinho dos funcionários que ali trabalham. Mas só de pensar no bichinho no estacionamento, ao relento, doía o coração de Letícia. Ela sabia que não podia adotá-lo, por falta de tempo e de espaço. Foi então que elaborou um “plano de resgate”.
Primeiro, Letícia convenceu a mãe Dinorah a adotar o gatinho. Detalhe: Dinorah mora em São Sebastião! Depois, ela convenceu o marido a abrigar o bichano por poucos dias. E por fim, Letícia convenceu o irmão Artur, que também mora em São Sebastião, a ir ao Rio só para buscar o “mais novo membro da família”. A família, aliás, diz que a insistência de Letícia foi o que convenceu todos a embarcarem nessa história. “Além da insistência, fiquei com muita pena de ver um gatinho tão novo e tão manso perdido ou abandonado”, completou Dinorah, que ama felinos.
Na sexta-feira (9/9), Letícia conseguiu uma caixa de transporte emprestada. Começava aí o “conto de fadas” do gatinho! Ele foi ao veterinário passar por um check up completo. O médico, aliás, constatou que o bichano não é de rua, pelo aspecto das unhas e dos dentes. Ele realmente se perdeu de casa ou, pior, pode ter sido abandonado. Mas a história triste estava prestes a ter um final feliz! O felino foi vermifugado, tomou banho e quando chegou à casa de Letícia, amoleceu o coração do marido Márcio - que, a princípio, era contra esse plano todo.


No dia seguinte, Artur e sua esposa Ingrid saíram cedinho de São Sebastião rumo à cidade maravilhosa. Enquanto isso, o bichinho já arrancava gargalhadas, animava o apartamento da Letícia e começava a experimentar uma nova vida, cheia de amor e carinho. No domingo (11/9), ele finalmente partiu para seu lar definitivo. Foram quase seis horas de viagem. No início, Artur e Ingrid o acomodaram na caixa de transporte, mas ele ficou um pouco estressado. O casal, então, decidiu arriscar e o deixou solto no carro. Ele deitou no assoalho e dormiu o restante do percurso.
Em São Sebastião, foi direto para a casa da mãe Dinorah. Entrou assustado, acanhado, mas em pouco tempo se ambientou e sentiu o carinho que o aguardava e protegia. Nessa semana, ele voltou ao veterinário para tomar as vacinas necessárias. E até já ganhou um nome! Agora se chama Antonino. Antonino pesa quatro quilos e aparenta ter só seis meses de vida. Uma vida que mudou para sempre... Não só a dele, mas também a de todos que participaram dessa linda história.
Eu não diria que Letícia foi insistente. Para mim, foi persistência! O amor pelos animais, em especial por gatos, a fez “mover montanhas” para conseguir um lar ao Antonino. Quando eu soube dessa história, pela minha amiga Ingrid, meu coração bateu forte de alegria e emoção. Por isso, dou parabéns à família pela atitude! Agora estou super curiosa para conhecer o sortudo de perto.
Para encerrar, deixo aqui um pensamento que Ingrid se lembrou de Martin Luther King: "Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios".

Beijos e até a próxima!


(Obs.: história escrita a quatro mãos - as minhas e as de Ingrid)