sexta-feira, 2 de junho de 2017

Você acredita no seu azar ou na sua sorte?

Por Giobert M. Gonçalves


No que eu acredito? Eu acredito irremediavelmente que posso ser melhor hoje do que fui ontem. E isso me leva em duas direções: a primeira numa eterna insatisfação comigo mesmo, uma busca incessante por aquilo que acho que ainda falta. Meticulosamente eu observo cada comportamento e cada pensamento e cada anseio tentando aperfeiçoar e melhorar. Chega a ser muito chato! A segunda é da felicidade de poder desbravar por novas soluções e possibilidades nunca pensadas. Viver de forma diferente daquilo que sempre pode ser igual, alcançar mais longe. E isso é prazeroso. É estar sempre renovado.
Mas o que quero falar mesmo é sobre crenças. O que a gente acredita se torna o norte da nossa vida. Eu não estou falando de crença religiosa, embora essas crenças também moldem o comportamento das pessoas, consciente ou inconsciente. Elas são capazes de amar ou de odiar por conta disso. 
Eu estou falando daquelas crenças que moldam nosso comportamento no dia a dia. Elas podem ser positivas nos levando a resultados, objetivos e conquistas, mas elas podem ser negativas nos limitando, diminuindo e afastando dos sonhos e anseios.
Entendo melhor sobre crenças negativas quando percebo em minha vida situações em que eu não consigo dar um passo à frente, paraliso. No que estou acreditando quando vejo uma garota na balada e não consigo me aproximar dela?
Ou quando vou a uma entrevista de emprego e não consigo ter uma boa conversa com o contratante? Qual é a crença que tenho quando me preocupo com o que os outros vão pensar de mim?
Quando algo não dá certo, será uma crença? Sim, você esta acreditando nessa impossibilidade.
Mas aí você diz: Ah! Tem coisas que não dependem de mim! Perfeito, realmente tem coisas que não dependem da gente, mas como vou reagir a essas coisas que não dependem de mim está sob o meu controle e isso pode ser o diferencial!
A garota na balada eu não tenho controle, mas o modo como eu me aproximo, a conversa que eu posso ter, a postura e a cantada, isso só depende de mim. E de acordo com o que eu acreditar, as cores serão uma ou outra. Posso estar colorido feito um palhaço. Ou posso colorir um quadro sedutor para ela.
E na entrevista? No que você acredita quando alguém está te avaliando? Nos seus pontos fortes ou os seus pontos fracos? Você reconhece o seu valor ou você se desvaloriza? Essa pode ser a diferença: você acredita em si mesmo? E se acreditar que você pode, vai poder tudo, até dar uma floreada no currículo, mas se não acredita em si mesmo, ah, nem vá...
Mas existe uma pequena mágica que pode fazer com que você não caia, ou pelo menos perceba a armadilha: ter a consciência da sabotagem. Muitas pessoas desistem de seus objetivos na primeira perda, no primeiro erro.
E é justamente nesse momento que você deve ser corajoso e fazer a pergunta: No que estou acreditando agora?
E ouça, feche teus olhos, ouça o teu interior responder. Não contradiga o que vier, não justifique nem finja que não foi com você.
Seja poderoso e encare de frente seja lá o que vier. Afinal, a crença pode ser tão perigosa que você pode acreditar que não acredita nela, e aí, baubau, a crença se faz presente.
Mas estou falando apenas das crenças negativas, e as positivas? Essa você não precisa se preocupar, basta continuar acreditando e sorte pra você.