terça-feira, 16 de agosto de 2011

Entre Faces


Fico imaginando o que é capaz de segurar um casamento por 30, 40, 50 anos. Sei que esse assunto é extremamente discutido, mas ainda não me deparei com nenhuma fórmula, método ou comportamento convincente.
O número de jovens que se une em matrimônio aumenta na mesma proporção com a freqüência em que ocorrem as separações. O impressionante é que muitos não esperam nem completar um ano para decidirem que o melhor é cada um ir para o seu lado, pois os gênios não combinam ou tudo não passou de um engano.
Apesar de tantos avanços nas áreas científica, psicanalítica e tudo que é ítica, o casamento duradouro continua sendo um mistério, mesmo sendo uma instituição tão antiga quanto à descoberta do fogo...
O que sinto é que muitos casamentos envelhecem mais rápido do que o tempo é capaz de perceber. Talvez, após tantos anos de relacionamento, compartilhando fracassos e sucessos, o casal já não saiba o quanto de cada um está em jogo.
Por isso é tão difícil questionar: Será que a felicidade ainda está ao meu lado? É como perguntar se é possível viver sem andar, enxergar, ouvir, em meias palavras...
Eu me pergunto se é possível perceber quando a magia e o encanto se perderam no caminho da vida e transformaram-se na imagem do espelho.
Enquanto isso, vejo muitos casais teimando em continuar fechando janelas para um mundo que se torna a cada dia, a cada briga, cada vez mais pessoal e esquecendo de abrir os seus corações.
Quando isso acontece, eu acredito que, mesmo por um breve espaço no tempo, a verdade de cada um vai aparecer.
À noite, quando o som da manhã está tão distante, sentimentos adormecidos... a cama quente, o cheiro do amor, da confiança e se os dois ainda estiverem ali ...Talvez essa seja a fórmula, apenas estar junto, sem luzes...