quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Das cavernas para a Mesopotâmia

Lápide de Naram- Sin

Quem diria que o Iraque, um pequeno país no Oriente Médio, que um dia pareceu tão frágil diante dos poderosos americanos, há 3 mil anos, desenvolveu as tradições políticas, econômicas, artísticas e arquitetônicas que serviram para a fundação da civilização ocidental.
Esse pequeno país já foi chamado de Mesopotâmia e era ocupado pelos sumérios. Entre suas peripécias, fundou a primeira cidade- estado, chamada Uruk, criou a primeira língua escrita conhecida, a cuneiforme e os primeiros veículos sobre rodas.
Também construíram as primeiras redes comerciais, com ligação entre a Ásia, África e Europa.
Esse povo não dormia no ponto, era movido a novidade e graças a ele somos parte do que somos.
Feitos os agradecimentos, passo a contar que existe um cemitério real nessa região, um verdadeiro complexo funerário de um rei e uma rainha, sepultados lado a lado, juntamente com os seus 75 funcionários.
Puxa, como esse reis deviam ser amados por seus súditos... será? Pois bem, a minha curiosidade me levou a caminhos macabros.
Descobri que uma nova análise dessas caveiras, levou os estudiosos a descobrirem que os criados do palácio eram parte do ritual mortuário real.
Além de darem a vida por seus patrões, ainda morriam de forma dolorosa. Nada de veneno e morte serena, em vez disso, um afiado instrumento, talvez uma lança, era introduzido em suas cabeças.
Sem querer desmerecer os nobres esqueletos, tenho que contar que nesse lugar foram encontrados objetos de valor, entre eles joias, armas, vasos, instrumentos musicais e... “O Cordeiro num bosque”, como ficou conhecida uma das obras de arte sumérias mais bem preservadas.

"O Cordeiro num bosque"

A estatueta é na verdade um bode com aspecto humano atrás de uma árvore. Os chifres, sobrancelhas e olhos são feitos de lápis- lazúli; ouro folheado recolhe a árvore, o rosto e as pernas.
Os artefatos encontrados ajudaram a entender que a civilização suméria era rica e cheia de recursos.
Pra variar, veio à guerra.
A região foi conquistada pelo “rei dos quatro cantos do mundo” ou, para os mais íntimos, apenas Naram- Sin.
Uma mostra de que onde está o poder está a turma de puxa saco, nessa época foi esculpida uma famosa lápide que mostra o rei liderando os seus homens.
Mas, você pensa que ele olha para o seu povo, que nada? Ele olha para o céu, de onde sinais divinos parecem abençoar suas ações.
O que diferencia essa obra das demais é a forma horizontal como as imagens estão dispostas, isso foi considerado um avanço.
Oh! Tudo bem, essa descoberta não me emocionou.
Mas, não vou “verticalizar”, sigo em frente em busca de novas histórias. Vem comigo?