segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tô indo...


A porta do quarto está fechada.
Embaixo da cama está tudo limpo, não encontrei nenhuma bomba ou outro objeto misterioso. No armário só roupas, nada de monstros ou fantasmas. Fios da TV e abajures em perfeito estado, sem risco de curto circuito.
Eu acho que estou segura aqui. É que depois de tanta urucubaca a gente fica esperta.
E na hora que relaxei, adivinhei? Corri para escrever no blog.
Há 4 dias eu estou longe da telinha do computador e estava com saudades. A parada foi obrigatória, fui tirada de combate por uma tripla aliança de forças malignas: dengue, infecção renal e cisto no ovário.  
Desde então, eu tenho revisto os meus passos. Eu já tentei lembrar, por exemplo, se pisei em alguma macumbinha enquanto caminhava na areia da Praia do Arrastão.
Eu sempre vou lá depois dos fogos da virada do ano para pular as 7 ondinhas e fazer os pedidos a Iemanjá, entre tantos, tenho certeza que pedi saúde.
Vai ver a macumbinha foi mais forte do que os meus pulinhos, devia ter me jogado no mar, de roupa e tudo, mas quem tem coragem de fazer isso com aquela água tão suja?
Será que foi isso? Iemanjá, esperta como é, leu os meus pensamentos e me castigou? Quem manda pensar mal da casa dos outros!
Se foi isso, nada adianta lamentar. Ainda mais porque estou aqui no meu quarto, quase pronta para a próxima.
Enquanto estive internada eu recebi muitas mensagens e amei todas elas. Alguns torcendo pela minha recuperação, outros alertando que às vezes é importante desacelerar e alguns dizendo que estava acontecendo tudo junto para o resto do ano ser maravilhoso.
Espero de coração que todas as alternativas estejam corretas.
De qualquer forma, vou caminhar mais devagar, olhando com atenção por onde eu passo.
Nesse exato momento, tenho uma única preocupação: beber 3 litros de água por dia.
Estou quase me afogando, rsrsrs.  Salve, Iemanjá!