domingo, 24 de março de 2013

Choque de Realidade

Olympia


O Fim da ilusão, as cores amenas e delicadas agora se transformam e ganham tons mais fortes. É chegada a hora de abandonar os rococós, maneirismos e a luxúria das gueixas do oriente.
Com a eclosão da Revolução Francesa, a arte passa a olhar o presente de forma mais realista. Os deuses gregos e as imagens etéreas dão lugar a pessoas e lugares comuns, com suas belezas e mazelas.
O movimento não ficou limitado a França, as revoltas políticas também eclodiram na Áustria, Alemanha e Itália, fortalecendo uma crença cada vez maior na democracia, igualdade social e distribuição de riquezas.
Os artistas se esforçavam para aproximar a arte das pessoas. Essa época também ficou marcada pela rápida evolução tecnológica, que contribuiu para o fortalecimento das indústrias.


Os ares da modernidade animavam os artistas a quebrarem as amarras que os ligavam a arte acadêmica e a pintar cenas do cotidiano com bastante realismo.
O escritor Honoré de Balzac e o pintor Gustave Courbet são considerados os percussores do realismo.
Uma das obras mais polêmicas de Courbet é “O sono”, onde mostra duas mulheres entrelaçadas em um abraço amoroso. Nesta obra, o pintor afirma o compromisso de mostrar o que vê diante de si.
Pelo tom erótico dos seus quadros, Courbet tinha dificuldade de expor suas obras no Salão de Paris.
Outro quadro que causou muita controvérsia na época foi “Olympia”, de Edouard Manet.
Apesar de estarem acostumadas a apreciar quadros onde deusas da renascença como Vênus e Afrodite apareciam nuas, as pessoas ficavam chocadas quando percebiam que a mulher retratada era real.

Outro artista que se destacou na época foi Jean François Millet, um mestre da paisagem, se distinguia pela forma realista como retratava as paisagens rurais, como em “Os catadores”.
Essa obra foi considerada subversiva por retratar o trabalho em uma propriedade rural.
Poucos estavam preparados para o choque de realidade. Será que hoje é muito diferente?