sábado, 27 de julho de 2013

Lisboa – a porta de entrada para a Europa

EUROPA
Portugal - Lisboa/Sintra/ Cascais

Eu não planejei conhecer Lisboa/ Portugal, mas ainda bem que tudo conspirou para que eu iniciasse a viagem à Europa por esta cidade, pois me permitiu um reconhecimento da minha própria história.
Eu me senti como uma filha que de repente descobre o seu verdadeiro pai.

Foi tudo muito fácil, os nomes das ruas da cidade eram os mesmos daquelas que eu vi no Rio de Janeiro. Saímos do aeroporto, pegamos um ônibus e estávamos quase em frente ao hotel. Simples assim.
Ao mesmo tempo, os prédios antigos e o idioma não deixavam eu me esquecer de que estava na Europa.
 

Nós ficamos hospedados em um hotel incrível e bem localizado, chamado Marquês de Pombal. Uma dica para quem planeja ficar pouco tempo na cidade é fazer os passeios com ônibus turístico.


Os ônibus passam pelos principais pontos de visitação, é possível descer nos locais de interesse e depois voltar ao ônibus. Como disse antes é tudo muito fácil.
 

Mas, o melhor de Lisboa é andar a pé pelas ruas arborizadas, observando os prédios com fachada de azulejos, com as roupas coloridas penduradas nas janelas, no bairro Alto, Alfama e o Chiado.
 

Enquanto caminhava, eu passei em frente ao Café As Brasileiras, o preferido do escritor Fernando Pessoa. Não resisti e posei ao lado da sua escultura.


Existem também os bondinhos, mas fique atento com os ladrões de carteiras. Eles são rápidos e agem em grupo, o meu marido foi assaltando em um desses passeios.  Não deixe dinheiro no bolso e coloque a mochila na frente do corpo.
 



É difícil dizer do que eu mais gostei em Lisboa. Certamente, a Feira da Ladra é um dos passeios imperdíveis, onde você encontra de tudo: lenços, artesanatos, bijuterias, roupas e muito mais.
 
 
 
Os monumentos também são lindos e despertaram em mim certa nostalgia, como quando eu cheguei a Praça do Comércio, onde antigamente as caravelas atravancavam cheias de mercadorias, muitas vindas do Brasil.


Torre de Belém
  
Padrão do Descobrimento
  
Castelo de São Jorge
 
Outros lugares eu já visto nos livros da escola, como a Torre de Belém, o Padrão do Descobrimento e o Castelo de São Jorge, que oferece uma linda vista da cidade. Eu sentir uma forte emoção.  

 
Mosteiro dos Jerônimos

 


 
No Mosteiro dos Jerônimos eu visitei os túmulos de Fernando Pessoa, Vasco da Gama e Luiz Vaz de Camões.  O lugar é lindo e transmite muita paz.
 
Em Lisboa, eu aproveitei para provar todos os tipos de prato de bacalhau e, claro, os famosos e originais pastéis de Belém, bem crocante por fora e com creme delicioso. O lugar que serve o origina pastel de Belém vive cheio de turista, mas tem um espaço enorme, verdadeiro labirinto.
 
Existe a opção mais rápida de comprar e comer na praça logo em frente ou se misturar na bagunça.  
Um dia, decidimos fazer um tour pelas cidades vizinhas e, através do hotel, entramos em contato com o Fernando Bento, dono de uma van e de muitas histórias engraçadas sobre os alentejanos (moradores de uma região portuguesa que compreende integralmente os distritos de Portalegre, Évora e Beja.
O preço da viagem com guia custou 60 EU/ por pessoa mais 27 EU com o pacote para conhecer três palácios (Queluz, Sintra e Pena).
 
Desculpe portugueses, mas que rei e rainha mais feios!
A primeira parada do nosso tour foi para conhecer o Palácio Nacional de Queluz, sede da monarquia na época de Dom João VI e Carlota Joaquina. O palácio é conhecido como o “Versalhes português”.
Difícil imaginar o que foi para eles deixarem tudo para trás, tanta riqueza e conforto, para morar no Brasil, um país novo, sem qualquer infraestrutura. Deve ter sido um desespero, uma aventura muito louca!
 
Quarto do imperador Dom Pedro I
Lá eu visitei o quarto Dom Quixote, onde nasceu e depois faleceu o imperador Dom Pedro I. Ali tem um quadro que mostra os últimos dias dele, ao lado da segunda esposa Dona Amélia.
Neste dia, também visitamos o Cabo da Roca, extremo ocidente europeu. Hoje, além da beleza, o local não diz muito, mas há alguns séculos o poeta Luís Vaz de Camões descreveu-o como o local “Onde a terra se acaba e o mar...”.
 

No local, o vento é gelado, mas mesmo assim provei um sorvete de café delicioso.
E depois seguimos para a Vila de Sintra, a mais romântica de Portugal, patrimônio mundial. Lá o clima estava muito agradável. Nós passeamos pelas ruas e almoçamos em um restaurante com linda vista e ótimo preço, o prato individual mais a bebida (inclusa) saiu por 8,50 EU. 
 Aqui provamos os famosos doces portugueses: "travesseiro" e "queijada".

 
 
 
Depois nós fomos visitar o Palácio Nacional de Sintra, que impressiona pelas paredes decoradas com azulejos, outro ponto algo é a sala dos brasões.


 
No entanto, o que mais me chamou a atenção foi o quarto onde o infante de Portugal, Afonso VI, ficou preso durante 9 anos, antes de falecer. A atitude radical fez com que eu pesquisasse sobre o assunto: - Quem era aquele homem? O que ele fez para merecer esse destino?
Afonso foi atacado na infância por uma doença não identificada, que o deixou mental e fisicamente diminuído. Com a morte de seu irmão D. Teodósio e de seu pai, subiu ao trono com treze anos, sob a regência de sua mãe. Ele era rebelde e levou uma vida desregrada, um escândalo na corte.



O escândalo aumentou a um ponto que sua mãe D. Luísa de Gusmão fez jurar herdeiro do trono o infante D. Pedro. Por causa disso, após um golpe de Estado, D. Afonso VI forçou-a a retirar-se para um convento. O plano, óbvio, não deu certo e ele foi encarcerado no quarto do palácio até o fim dos seus dias.
 

O Parque e Palácio da Pena é, sem dúvida, o mais bonito, marca do inicio do Romantismo no século XIX, constituem o mais importante pólo da paisagem cultural de Sintra- Patrimônio Mundial. Ele foi construído pelo rei Fernando II, conhecido como o rei artista.



Após a implantação da República, o palácio foi transformado em Museu. Ali ainda pode ser visto a exposição de utensílios de cozinha usados na época para preparação dos banquetes, as armas do rei e o pórtico alegórico da criação do mundo. Figura meio homem meio peixe.
Por fim, chegamos a Cascais, uma espécie de balneário, com praia e muitas lojinhas e restaurantes. Sinceramente, eu não achei nada demais. Deve ser porque já moro em uma cidade com lindas praias.
 

Não vá embora de Lisboa sem antes assistir a uma noite de fado. Existem muitas opções de Casa de Fado em Lisboa, eu fui ao Faia, fundado em 1947, que serve uma comida maravilhosa em um ambiente super tradicional.
Durante a apresentação do Fado, as luzes são apagadas, os garçons param de atender as mesas e o silêncio é completo. O preço de uma noite como essa não é barato e lembre-se de que é preciso antes fazer reservas.
 

Durante o nosso tour, o nosso guia Fernando Bento deu algumas dicas que foram bastante úteis, portanto, se você planeja visitar Lisboa anote aí:
- Antes de aceitar as guarnições servidas antes das refeições pergunte o preço ao garçom. Algumas vezes elas saem mais caro do que a refeição;
- Aliás, pergunte o preço de tudo;
- Faça silêncio durante a apresentação do Fado, com risco de ser repreendido pelo garçom.



É preciso dizer à admiração que os portugueses sentem pelos brasileiros, desde os taxistas até os funcionários do hotel.  
Eu fiquei três dias em Portugal e não foram suficientes para conhecer as cidades como Porto, Évora ou Fátima. Fui embora com vontade de “Quero Mais”.