segunda-feira, 20 de abril de 2015

SIMBOLISMO – Mais Sensibilidade, Por Favor

A Colheita do trigo, Emile Bernard
Na década de 1880, a arte se manifestou contra o materialismo e “vestindo as ideias com formas sensoriais”, como disse o poeta e crítico francês, Jean Moréas, surgiu o Simbolismo.
O termo foi logo aplicado a todo estilo imaginativo e intuitivo de pintura que evitasse a objetividade e o naturalismo.
Os pintores simbolistas desenvolveram a ideia, lançada por Delacroix em meados daquele século, de que a cor podia ser usada tanto para descrever como para expressar.
Ao invés do mundo exterior tangível, os pintores do simbolismo tomavam como ponto de partida os sentimentos e as ideias.




Mais do que um estilo, o simbolismo era uma concepção artística.
Um dos grupos de artistas simbolistas foi formado por: Paul Gauguin, Emile Bernard e Paul Sérusier.
Eles faziam experiências com imagens de sonhos e lembranças usando formas simplificadas, cores não naturais e padrões rítmicos.

Veja alguns trabalhos que representam esse estilo.

Na pintura de Bernard (acima), A Colheita do Tribo, a relva vermelha dá um toque sobrenatural.


A visão depois do sermão, Paul Gauguin

Considerada a primeira obra prima de Gauguin, essa pintura é simbólica e espiritual. As mulheres acabam de ouvir um sermão baseado na luta entre Jacó e o anjo. Durante a pintura desse quadro, Gauguin escreveu para Van Gogh, dizendo:

"A paisagem e a luta só existem na imaginação das pessoas rezando depois do sermão".




Nuda Veritas, Gustav Klimt
Na época em que o simbolismo surgiu, Gustav Klimt pintou Nuda Veritas: a nudez explícita e o simbolismo sexual de seus quadros chocaram a sociedade.



Fase Azul - Pablo Picasso
Em seus anos de formação, Pablo Picasso adotou o simbolismo. Sua fase azul é provocada pela suicídio de um grande amigo.