quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Um dia para conhecer Montevidéu



Montevidéu é a capital e maior cidade do Uruguai, sede administrativa do Mercosul, localiza-se às margens do rio da Prata, reconhecida como a cidade latino-americana com a maior qualidade de vida e está entre as 30 mais seguras do mundo.


Há pelo menos duas versões a respeito da origem do nome Montevidéu. A primeira se baseia no diário de navegação da expedição de Fernão de Magalhães, datado de janeiro de 1520. Esse documento registra a existência de um monte que se assemelhava a um chapéu, localizado à direita de quem navega de leste para oeste.


A esse monte foi dado o nome de "Monte vi eu". Assinado por Francisco de Albo, contramestre da expedição, esse é o mais antigo documento em espanhol que menciona um nome similar a "Montevideo".
A outra versão, apesar de não ter base em documentos históricos, é mais difundida. Ela dá conta de que, navegando pelo Rio da Prata de leste a oeste (do Oceano Atlântico para o continente), avista-se o 6º monte na região em que hoje se situa a capital uruguaia. Daí, o registro de "Monte VI de Este a Oeste", que de forma abreviada se escreve "Monte VI-D-E-O".


A capital uruguaia fica há aproximadamente 2h00 de carro Punta Del Leste, o balneário mais chique e famoso do país. Nós fizemos esse percurso e foi super tranquilo, mas quando chegamos a Montevideo estava chovendo muito. 


No inverno, época da nossa viagem, é preciso mais do que disposição para caminhar pelas ruas da cidade, é preciso força de vontade para caminhar contra as fortes rajadas de ventos fortes e muito frios.


Por isso, seguimos direto para o Mercado do Porto, onde estava ocorrendo uma festa de universitários. Ao lado, fica localizado o centro turístico, onde você pode pedir informações e obter mapas da cidade. 


O Mercado do Porto foi inaugurado em 10 de outubro de 1868 e parece com uma estação ferroviária. O nome não condiz muito com o que você vai encontrar quando chegar lá, pois ao invés de lojas com mercadorias variadas, o local abriga muitos restaurantes e barzinhos.


Logo percebemos que o carro chefe da grande maioria dos restaurantes era a parrila, uma espécie de grelha abastecida com lenha onde os uruguaios colocam diversos tipos de carnes para assar juntas.


A aparência do lugar não é dos melhores, escuro e com a aparência meio sujinha, mas não se engane pensando que o preço da comida é barato porque você vai se surpreender.


No o El Palenque, o restaurante mais famoso do mercado, o preço pode ser indigesto. Após analisar um pouco, decidimos pelo Restaurante Cabaña Verónica, onde experimentamos a tal parrila acompanhada da cerveja local chamada Patricia. Novamente, o preço da comida não era barato, mas valeu a pena.

Antes de ir a Montevidéu, tinham me falado que o passeio ao Mercado do Porto era o ponto alto do passeio, mas apesar da chuva e do frio, eu decidi dar uma volta pela cidade.


A primeira parada foi na Praça Independência, onde bem no centro está uma grande estátua equestre de José Gervasio Artigas. Através de escadas é possível chegar até o mausoléu subterrâneo onde se conservam os restos mortais do herói nacional em uma urna.


Bem próxima está a Porta da Cidadela, construída na época do Montevidéu colonial, logo em frente começa a via para pedestres Sarandí.


Dali é possível ver o prédio do Teatro Solís, inaugurado em 1856. O nome foi uma homenagem ao navegante espanhol Juan Díaz de Solís, que foi comandante da primeira expedição européia a entrar no Rio da Prata.


Também é possível avistar o Palácio Salvo, desenhado pelo arquiteto italiano Mario Palanti, um imigrante Italiano que vivia em Buenos Aires. O edifício foi inaugurado no ano de 1928, com 95 metros e 27 pisos, foi à torre mais alta da América do Sul por vários anos.


Atualmente o prédio é símbolo da cidade, recordando os anos de prosperidade das primeiras décadas do século XX. Estava um vento muito forte e, após fazer algumas fotos, voltei correndo para me abrigar no carro.


A vontade era caminhar até Avenida 18 de Julho, o principal corredor comercial da cidade, mas por causa do mau tempo, eu fui até o Mercado de Artesanatos, que não é muito grande, mas tem coisas interessantes, como bolsas de couro, além de cerâmica e outros. 



Montevidéu tem vários shoppings, mas os preços não estavam muito diferentes do Brasil.
O shopping Punta Carretas é maior e mais novo. Possui cerca de 200 lojas, entre elas, Zara, Lacoste, Levi’s, Adidas e Nike, além de outras lojas locais, como Indian Emporium, La Opera e Daniel Cassin.


O Montevideo Shopping é o mais antigo da cidade, o teto baixo dá a sensação de um lugar apertado e feinho. O lado bom e a enorme loja da Forever 21, uma das maiores que eu já vi.
O pouco que vi de Montevideo lembrou-me um pouco de Copacabana, no Rio de Janeiro, com os prédios em frente à orla. Uma paisagem muito bonita.

É uma cidade que vale a pena conhecer mesmo em um dia de chuva.