segunda-feira, 25 de abril de 2016

Califórnia: Lugar de gente feliz!

Por Evandro Ribeiro

É curioso escrever sobre os Estados Unidos e lembrar do meu recente passado e embates com minha esposa. Ela, desde sempre, foi apaixonada pelos EUA. Sonhava morar lá e sempre nos deixou isso muito claro. Eu criticava a ideia, achava um baita país ‘modinha’.
Em 2010, quando ela foi fazer um curso rápido de inglês nos Estados, pensei: “Tudo bem, vamos aproveitar a oportunidade e conhecer esse ‘raio’ de país. Fui para Orlando, a primeira cidade que a maioria de brasileiros conhece nos EUA.


Os parques de diversão realmente são impressionantes, acho que quem tiver a oportunidade, deve visitar ao menos uma vez na vida, o meu preferido é o Sea Word.  Mas, ao pensar em morar em Orlando, a resposta na ponta da língua é: Nunca! Sei que nunca devemos dizer nunca, mas vou me arriscar desta vez. A cidade é sem graça, cheia de condomínios fechados e parece deserta, sem vida, sem alegria, bem longe do que espero de uma cidade para viver e criar filhos. Para a infelicidade de minha esposa, Orlando só reforçou o que eu pensava, Estados Unidos está fora dos planos.

Pois bem, dois anos mais tarde, em 2012, fomos para Nova York, a big apple. Bom, certamente Nova York me fez repensar os Estados Unidos e a ideia de morar lá. A cidade é impressionante, pulsante. Cheira a mercado financeiro e muito cosmopolita. A impressão é que você está na capital do mundo e tudo à sua disposição. A cada esquina da ilha de Manhattan vem um filme à cabeça. Não há como não gosta de New York. Não conheço ninguém que não tenha gostado. (Bem diferente da impressão que as pessoas voltam de Paris). Mas, apesar de reconhecer que moraria em Nova York, a cidade ainda não me saltou às vistas como um lugar que eu sonharia em morar.
Pois bem, em outubro do ano passado, (2015) outono americano, resolvemos conhecer a Califórnia. Resolvemos conhecer Los Angeles e arredores, depois ir para Las Vegas e grand Canyon, pegar um voo para São Francisco e, de lá descer de carro pela costa até Santa Mônica. Depois de 22 dias de viagens a minha conclusão foi: EU QUERO MORAR NA CALIFÓRNIA.

Caro (a) internauta, quando Lulu Santos afirma que “Na Califórnia é diferente irmão, é muito mais que um sonho”, tenha certeza que ele sabe o que está falando. Você conhece alguém que foi para a Califórnia e não ficou deslumbrado?

Você deve estar se perguntando: OK, tudo bem, mas por que é tão impressionante?  A resposta é simples, mas vou contar uma breve história para ilustrar. O dono da empresa que eu trabalho em São Paulo tem uma casa em Miami e, pelo menos a cada 2 meses passa um tempo por lá.
Resolveu começar a repensar viver nos EUA porque considera a segurança no Brasil em níveis de calamidade pública. Pois bem, ele é uma pessoa que conhece bem várias regiões dos Estados Unidos. No processo de ampliação da empresa, ele foi até São Francisco para fechar uma parceria com uma agência de comunicação de lá.
Voltou ao Brasil e fomos almoçar. Perguntei, o que você achou da Califórnia? A resposta dele resume porque também considero a Califórnia ideia para morar: Evandro, a Califórnia é lugar de gente feliz, não tem como ser triste naquele lugar! Você vê nos rostos das pessoas!

Claro que ele está exagerando, deve haver muita gente triste lá. Mas, o clima inexplicável de gente feliz e de harmonia, somados à organização e incríveis e indescritíveis belezas naturais tornam o lugar sensacional.


Por isso, aconselho, se você ainda não conhece a Califórnia, não perca tempo, se programe. Faça um roteiro para descer de carro São Francisco até San Diego pela cinematográfica   H1. Aproveite os preços baixos de alugueis de carros nos EUA e faça com um conversível no verão. A Highway 1 ou Route 1, é a maior estrada costeira da Califórnia e uma das estradas cênicas mais bonitas do mundo. É de impressionar qualquer um.

Enfim, nós gostamos tanto que estamos programando a volta agora em 2016, vamos conhecer agora San Diego e Newport Beach, enquanto não temos um plano definido para mudar de vez para esse lugar de gente Feliz. Ah, e antes que eu esqueça, minha esposa tinha razão... Novamente!