sábado, 23 de abril de 2016

Deserto do Atacama: Meteoritos e a Lagoa mais salgada que o Mar Morto



América do Sul

Deserto do Atacama - Chile (Parte II)


No Deserto do Atacama os passeios para as lagunas são marcados para o período da tarde, quando a temperatura está mais elevada, com exceção do Geyser Del Tatio.  
Nesses dias, aproveite a manhã para dar uma volta no centro histórico de São Pedro do Atacama.
Os nativos contam que o povo Likan- Antai, que significa “gente desta terra”, conhecido hoje por Atacameños, deram origem a esse lugar, driblando os desafios de viver no deserto mais árido do mundo. 



 A cidade de São Pedro do Atacama, que foi conquistada pelos incas em 1450 e depois pelos espanhóis em 1540, preserva a sua arquitetura rústica, com casinhas construídas com a técnica de adobe, barro, madeira e telhados de palha. 


A principal rua do vilarejo chama-se Caracoles e tem esse nome porque antigamente era o ponto de partida dos grupos de mineiros que trabalhavam na Mina de Prata Caracoles, descoberta em 1810, por Diaz Gana.  



Hoje essa rua concentra restaurantes, agências de turismo, lojas, farmácias, entre outros comércios.
São Pedro do Atacama oferece boas opções de restaurantes, que mesclam receitas típicas e internacionais, com opções de pratos vegetarianos. A maior parte deles abre as 8h00, quando serve o desayuno (café da manhã) e fecha às 24h00. 


Uma boa dica é o Restaurante La Picada Del Índio, a comida é boa e o preço é justo. Almocei lá duas vezes.
Pertinho da Rua Caracoles, próximo a Igreja, fica a sede da Feira de Artesanatos.



Na feira e nas lojinhas espalhadas pela cidade você vai encontrar casacos de lã, mantas coloridas para sofá ou tolha de mesa, objetos em couro, madeira e cerâmicas e acessórios. 


As bijuterias com lápis-lazúli, pedra encontrada no Chile e na Índia, são muito comuns por lá, mas o preço pode ser alto.  


Nas lojas você também vai encontrar os remédios à base de ervas, como rica- rica para curar dor de estômago, colesterol e resfriado; copa- copa para cólicas e reumatismo e ñipa que serve para hipertensão e cálculos renais. 


É muito comum encontrar nos comércios a folha coca, que é usada pelos turistas que passam mal com a altitude do lugar. 


Outro lugar interessante para visitar é o Museu do Meteorito, que exibe a maior coleção de meteoritos encontrados no deserto do Atacama. Vale a pena o passeio. 

À tarde, por volta das 16h00, eu me reuni a um o grupo de turistas para conhecer a Laguna Cejar, os Ojos del Salar e a Laguna Tebinquinche. 


Para a maioria dos passeios, é preciso reservar dinheiro, pesos chinelos, para pagar a entrada. O valor não está inclusive no pacote da agência, a não ser que você negocie.



Neste tour, o preço da entrada custou $ 17.000 por pessoa e foi o mais alto. O preço elevado visado preservar o lugar, diminuindo o número de visitantes.  


Durante o passeio é possível nadar na Laguna Cejar, que dizem que é mais salgada do que o Mar Morto. Devido ao alto grau de salinidade, o corpo flutua. É uma boa experiência, mas seria melhor ainda se não tivesse tanta gente junto. 

Quando eu saí da água, o meu corpo estava coberto de sal. É bom saber que se você tiver algum corte ou machucado no corpo, ele vai arder. Evite também molhar os olhos. 


Pertinho desta laguna, existem chuveiros para tomar banho de água doce e vestiário para trocar de roupa. Quando eu fui neste passeio usava maiô, short, camiseta e chinelo de dedo. 


Não esquece a toalha de banho e uma garrafa de água para hidratar o corpo.  



Em seguida fomos conhecer os Ojos del Salar, duas lagunas de água doce, onde o meu marido fez um salto ornamental,  kkkk. Estava ficando frio e eu não entrei na água. 


A última parada foi em frente a um lugar fabuloso, chamado Laguna Tebinquinche, onde assistimos o pôr- do- sol, observando o reflexo do sol na água junto à brancura do sal. 

Ali o pessoal da agência serviu alguns aperitivos acompanhados de pisco souer, a bebida local que me lembrou a nossa caipirinha.