segunda-feira, 13 de junho de 2016

Enquanto existir amor, fique!



Por Daniela Carvalho

"Acho que vou embora, já está ficando tarde". A Vida dos Peixes, filme de Matías Bize, começa com esta frase.
Eu assisti a esse filme ontem, na noite do Dia dos Namorados, e vou começar o meu texto com ela para dizer a você que está num relacionamento cheio de altos e baixos e pensa em desistir, largar tudo e recomeçar uma vida em outro lugar: Se existe amor, fique!


 Eu tenho repetido essa frase muitas vezes nos últimos dias: - O relacionamento só chega ao fim quando termina o amor.
Desistir. Ir embora. Em alguns momentos parece a coisa mais fácil e certa a fazer, mas ouça o seu coração e tente ouvir o que ele diz quando você se vê daqui há 5, 10, 15 anos... Se você sentir uma pontada no seu coração, fique onde está.
O amor verdadeiro tem vontade própria e dura eternidade. Uma história de amor mal resolvida dura além da eternidade.
Se você não acredita nisso, basta observar a sua volta o número de pessoas frustrada por ter terminado um relacionamento antes dele chegar ao fim.
Por mais que você mude de cidade, de casa, de rosto quando pensar no amor que você deixou passar sem ter lutado por o suficiente voltará para o lugar onde tudo começou.
Será como remar contra a correnteza. Nesta correnteza, você pode não estragar apenas a sua chance de ser feliz como tornar outras pessoas a sua volta muito infelizes.
O filme “A vida dos Peixes” faz uma analogia como se os personagens fossem peixes e estivessem em uma espécie de aquário, presos no tempo e espaço. Embora pensem que são livres, estão presos em histórias interrompidas. Isso é o que acontece quando não se vive uma história de amor até o final.
Se agora está tudo muito ruim entre vocês, mesmo assim, se ainda existir amor, não desista. Não vá embora diante da primeira, da segunda ou da terceira dificuldade... Vá embora quando sentir que não existe mais amor.
Pense em como você se sente quando está nos braços dele. Talvez você encontre muitos abraços, mas nenhum fará você se sentir como se sente agora.
Se isso faz você pensar, valorize esse abraço e permaneça onde está porque a vida tem me mostrado que não existe alegria na liberdade quando tudo que se quer é estar presa ao coração de uma pessoa.
As verdadeiras histórias de amor não são aquelas com fatos consumados, mas as que são construídas com o tempo, gradativamente, com encontros e desencontros, nas quais os personagens nunca se abandonam.
Entre o amor imperfeito e a solidão acompanhada, eu escolho ficar com o primeiro.