sexta-feira, 22 de julho de 2016

Coisas que posso jogar fora para ser mais feliz




Por Giobert M. Gonçalves 

Eu não preciso estar sempre certo. O que me faz ter a necessidade de estar certo é o medo, mas se eu não souber, posso perguntar. Desde que nascemos, estamos aqui para aprender e iremos continuar aprendendo até o fim. Quando entramos em alguma discussão com outra pessoa é o nosso ego que tem a necessidade de ter razão, mas cabe aqui perguntar se eu quero ter razão ou ser feliz.

Eu não preciso ter controle. Eu tento controlar porque preciso ter certeza que tudo vai sair do jeito que eu quero, mas eu não vivo sozinho e há outros quereres em jogo. Quando tentamos controlar a vida, vem a frustração, nós não temos controle sobre as coisas, apenas precisamos desenvolver a habilidade de lidar com o que acontece.
Eu não preciso me punir. Errar faz parte de aprender e eu posso usar o feedback dos meus atos para fazer melhor na próxima. Eu tento ser melhor hoje do que fui ontem e acredito que todos podem fazer isso também. Quando aprendemos com nossas experiências estamos reverenciando nossa vida. Não se arrependa, se transforme.
Eu não preciso culpar o outro. Aliás, nada enfraquece mais do que eu colocar a culpa no outro – tira todo o meu poder. Se algo aconteceu comigo, a responsabilidade é minha. De uma maneira ou de outra nós podemos fazer diferente e melhor, e mudar uma situação de fracasso para uma situação de oportunidade.
Eu não preciso me desvalorizar. Sou eu mesmo que penso mal de mim porque quando alguém diz algo que me desvaloriza, sou eu que aceito. Precisamos parar de pensar o pior de nós mesmos e fazendo um trocadilho, não dos melhores: não sou tudo que amo, mas amo tudo que sou. O que falta a gente corre atrás.
Eu não preciso seguir rótulos. Eu não sou igual a todo mundo e todo mundo não é igual a mim. Podemos ser quem somos e não precisamos criticar o nosso vizinho porque ele tem uma raça, um credo, uma ideologia, uma sexualidade, uma cultura diferente. A única coisa que temos igual é a humanidade.
Eu não preciso carregar o passado. Eu posso deixar o meu passado no lugar dele, no passado, e seguir em frente. O passado é importante porque são nossas experiências de aprendizado e ele fica para trás quando eu realmente aprendi. Enquanto ainda carregamos o passado com a gente é porque ainda não aprendemos. Aprenda logo!
Eu não preciso justificar. Quando eu justifico é porque estou querendo as desculpas, para não dizer o perdão, daquilo que eu julgo como motivo para não me valorizarem. Assumir nossas atitudes é o começo de nos valorizar.
Eu não preciso mentir. A verdade é libertadora. Tudo bem que ela amedronta e nos faz mentir até para nós mesmos, o que é a pior mentira. Mas, precisamos de coragem para falar a verdade e, com ela, enxergarmos melhor sobre as nossas escolhas e desejos. A ilusão é um chão de nuvens.
Eu não preciso da aprovação do outro. Eu não preciso que o outro me diga nada, quem faz isso é a minha própria consciência. E isso é fácil: se faço algo e me sinto confortável, é porque está tudo certo, se me sinto desconfortável, é porque algo não está funcionando. Isso basta para sabermos o que é certo e errado. Eu posso enganar o mundo, mas não posso me enganar.
Eu posso fazer uma lista imensa de coisas que não preciso guardar, mas é mais fácil propor que cada um de nós pare um instante e se pergunte: o que eu posso jogar fora que não preciso mais? Eu não preciso dar conselhos porque cada um tem a sabedoria de perceber o que é melhor para si mesmo.