quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Mais de Ilhabela: Trilha da Água Branca

 

Por Andressa Rodrigues
  
Eu e meu marido fizemos uma espécie de “pacto” para este e os próximos anos. Vamos aproveitar bem mais a vida! Não que não curtíamos antes. Tivemos maravilhosos momentos ao longo desses 20 anos de “parceria”, completados em 17 de janeiro. Na verdade, nos demos conta de que conhecemos pouco o nosso próprio quintal!
Deixamos que a correria diária, compromissos e outras tantas desculpas nos distanciassem daquilo que mais gostamos, que é curtir a natureza. 

E temos tantos lugares lindos aqui, no Litoral Norte...
Assim, iniciamos 2017 com um passeio à Cachoeira da Toca, em Ilhabela. Contei semanas atrás pra você, lembra ?
Já no último dia 15, fomos à Trilha da Água Branca, que também fica no arquipélago. Mas desta vez buscamos todas as informações possíveis na internet, antes de sair. Checamos distância, caminho e se tinha alguma taxa de entrada, pois na Toca fomos surpreendidos com a cobrança de 25 reais (por pessoa).


Como o percurso é curto, decidimos ir de bicicleta, para o passeio ficar ainda mais divertido. E contamos com a companhia do amigo Alonso - aquele que, em setembro passado, nos guiou até a praia do Jabaquara dizendo que seria uma pedalada rápida... Mas que durou o dia inteiro e pouco mais de 40 quilômetros percorridos.
Para chegar à Trilha da Água Branca é muito fácil. São cerca de quatro quilômetros da balsa até lá. A pedalada exige um pouquinho de fôlego na ida, pois há um bom trecho de subida. O caminho, até certo ponto, é o mesmo para quem vai à Toca. Depois, é só seguir em direção à praia dos Castelhanos. A Trilha pertence ao Parque Estadual de Ilhabela e começa logo depois da guarita da Estrada de Castelhanos. A entrada é franca.
Passando a guarita, você verá uma espécie de portal, à esquerda, que é a entrada da trilha. Há banheiros e mapas à disposição, além de um espaço para guardar bicicletas. Os principais atrativos do local são os cinco poços formados pelas corredeiras do Ribeirão da Água Branca. Daí é só caprichar no repelente e seguir mata dentro! O percurso é autoguiado e está bem ajeitado, preservado e limpo. Legal saber que os visitantes respeitam a natureza.
Optamos por conhecer primeiro o Poço do Jabuti, que é o último do percurso. São cerca de dois quilômetros de caminhada, com um pouco de subida. Depois viemos descendo e encontramos os poços do Jequitibá, Ducha e Pedra. Só não vimos o Poço da Escada - não sei se por falta de atenção ou de alguma sinalização. Também não achamos a Torre de Observação de Aves, mencionada na placa de entrada da trilha. Mas, tudo bem! As cachoeiras que vimos nos poços e os banhos que tomamos para nos refrescar do calor valeram demais.




Agora demos um tempo nos passeios devido às chuvas. Enquanto isso, estamos pesquisando novos roteiros. Como disse no início, a prioridade é explorar o Litoral Norte, mas também desejamos ir mais além. Para animar (e nos cobrar), eu afixei uma listinha na porta da geladeira dos lugares que quero conhecer. Anotei uns que lembrava e agora completo com dicas de amigos, internet ou programas de TV. Como diria o poeta Horácio: Carpe Diem!